Incêndios: Número de fogos está “abaixo da média” e é normal pico em março e abril – AGIF

Incêndios: Número de fogos está “abaixo da média” e é normal pico em março e abril – AGIF

O presidente da Agência para a Gestão Integrada dos Fogos Rurais considerou hoje que o número de incêndios está “abaixo da média”, sendo normal que se atinja um pico de fogos nesta altura do ano devido às queimadas.

O número de incêndios mantém-se abaixo da média histórica e é normal”, disse à agência Lusa Tiago Oliveira, quando questionado sobre a quantidade de fogos que deflagraram nos primeiros meses do ano e da consequente área ardida.

Dados do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) indicam que até hoje deflagraram 2.020 incêndios rurais, que provocaram 7.973 hectares de área ardida, 82% dos quais em matos.

Comparando estes números com os de abril de 2020, os incêndios mais do que triplicaram este ano e a área ardida é cerca de nove vezes mais.

O presidente da Agência para a Gestão Integrada dos Fogos Rurais (AGIF) avançou que a média histórica dos últimos 20 anos indica que há sempre um pico de incêndios em março e abril, que resulta da queima de pastagens e de outras atividades associadas à pastorícia.

Segundo Tiago Oliveira, os fogos registados no concelho de Montalegre (Vila Real) contribuíram “bastante para a subida das estatísticas dos incêndios e da área ardida.

“É uma matéria que tem de ser abordada com mais determinação pelo Ministério da Agricultura, pelo sistema de incentivos da pastagem, nomeadamente de apoios comunitários para que os pastores que necessitam de limpar o pasto o façam não de uma forma clandestina, mas de uma forma integrada, gerindo bem o uso do fogo”, sustentou.

Tiago Oliveira defendeu apoios aos pastores que necessitam de limpar os pastos, tendo em conta que faz parte do sistema a forma como o país uso o fogo.

O mesmo responsável disse ainda que a época de fogos que se aproxima vai ser “essencialmente determinada pela meteorologia que vier acontecer no final de abril e maio”.

“Há bastante água no solo, se chover durante o mês de maio, a época de incêndios vai ser mais suave, se não chover será um pouco mais apertada, mas o país tem de se habituar a conviver com esta pressão ambiental”, disse.

Tiago Oliveira sublinhou que os portugueses têm de reconhecer que os recursos de combate “têm uma capacidade finita e tudo depende dos seus comportamentos”, nomeadamente em não fazerem o uso fogo, como queimas e queimadas, naqueles dias mais críticos.

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