IFD e Banco do Conselho da Europa assinam contrato de empréstimo de 100 milhões de euros

IFD e Banco do Conselho da Europa assinam contrato de empréstimo de 100 milhões de euros

A Instituição Financeira de Desenvolvimento (IFD) assinou esta segunda-feira em Lisboa um contrato de 100 milhões de euros com o Banco de Desenvolvimento do Conselho da Europa (CEB), destinados a empresas portuguesas.

O contrato dá “preferência por financiamento de empresas até 50 trabalhadores” e visa, “por outro lado, ajudar as empresas que reestruturam com sucesso as suas dívidas, e que sejam viáveis a retomar e a modernizar a sua atividade”, esclareceu Henrique Cruz, presidente da IFD, também conhecida como “banco de fomento”, na cerimónia de assinatura do contrato, no Ministério da Economia, em Lisboa.

“No caso concreto desta linha do Banco do Conselho da Europa, nós identificámos alguns objetivos especiais, designadamente contribuir para que as pequenas e médias empresas façam o caminho da modernização e do seu crescimento, mas também promover a criação dos chamados pequenos negócios, empresas que têm uma dimensão mais pequena e que precisam de estabilidade de financiamento e de acesso ao crédito”, acrescentou o responsável.

Também presente na cerimónia esteve o ministro Adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira, que no âmbito da assinatura relevou “indubitavelmente” o investimento como uma das áreas “em que é mais importante trabalhar” na economia portuguesa, juntamente com a qualificação dos recursos humanos e a inovação.

Relativamente a investimento, o ministro salientou a importância “do acesso a diferentes fontes de financiamento, para suportar o esforço de investimento que se torna cada vez mais necessário nos próximos tempos”.

“Nesse sentido, a IFD tem tentado ser um protagonista que ajuda a compensar as falhas de mercado, quer ao nível de necessidades de capital quer ao nível de necessidades de crédito”, considerou Pedro Siza Vieira, acrescentando que a assinatura deste contrato “é um passo adicional que visa colocar o sistema bancário a canalizar e distribuir fundos para sobretudo pequenas e micro empresas”.

O ministro esclareceu ainda que, relativamente a empresas vindas de processos de reestruturação, não se trata de as “premiar” com empréstimos, mas de “reconhecer que, quando se sai de um processo de reestruturação, se continua a necessitar de financiamentos para comprar matérias-primas, para aceder a novos mercados, para fazer novos investimentos, e que o sistema bancário por si só não consegue apoiar essas empresas”.

Por sua vez, o presidente do CEB, Rolf Wenzel, lembrou que os 100 milhões de euros do empréstimo “são metade do total do programa de 200 milhões para apoiar pequenas e médias empresas, ou talvez deva dizer micro empresas, pois também é pensado para apoiar ‘start-ups’ e empresários que não tenham acesso a financiamento através de bancos comerciais”.

A assinatura deste contrato de 100 milhões de euros segue-se a duas assinaturas entre a IFD e duas instituições bancárias portuguesas, o Novo Banco (40 milhões de euros) e o Millennium BCP (60 milhões de euros), já em 2019.

O artigo foi publicado originalmente em ECO - fundos comunitários.

Comente este artigo
Anterior Zona do Pinhal avança com projeto de estruturação e monitorização da Floresta
Próximo Feira Nacional do Mirtilo já abriu inscrições

Artigos relacionados

Ofertas

Oferta de emprego – Técnico de exploração agrícola – Engenheiro Agrónomo – Serpa

A Família Margaça está a recrutar para a posição de Técnico de exploração agrícola (M/F) – Pias. […]

Nacional

“Essa coisa de nos chamarem ‘Interior’ é uma estupidez”

Pouco passava das 15h e o calor não dava sinais aparentes de tréguas quando um homem que já aparentava ter alguma idade passava de chaves na mão por um dos longos corredores do Parque de Ciência e Tecnologia da Covilhã, […]

Últimas

Acréscimo: Governo quer instalar extensas áreas de monoculturas intensivas para produção de electricidade

A direcção da Acréscimo – Associação de Promoção ao Investimento Florestal diz que “o Governo pretende instalar extensas áreas de monoculturas intensivas e super-intensivas para a produção de electricidade”. […]