Governo: “Grande desafio destas 48 horas é evitar ignições”

Governo: “Grande desafio destas 48 horas é evitar ignições”

Secretária de Estado da Administração Interna reforça o alerta da ANEPC e do Governo para as condições das próximas 48 horas. Evitar ignições em meio florestal nos próximos dias é essencial, diz.

Já terá recebido alerta da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil no seu telefone, a alertar para o “risco extremo de incêndio rural” e para a proibição o “uso de fogo”. Já terá ouvido ou lido que o Governo colocou o país em alerta devido à onda de calor que já se faz sentir, e que se agravará durante o fim-de-semana, mas como os avisos nunca são de mais, a secretária de Estado da Administração Interna, Patrícia Gaspar, diz que nas próximas 48 horas estão reunidas todas as condições que poderão “potenciar o desenvolvimento de ocorrências que podem ganhar dimensão quase catastrófica”.

“Incêndio bom é aquele que não acontece e o grande desafio destas 48 horas, e do verão inteiro, é evitar qualquer tipo de ignição junto aos espaços florestais. Porque estas ignições, a acontecerem com estas condições meteorológicas, vão efetivamente poder potenciar desenvolvimentos muito complexos. Podemos ter ocorrências muito difíceis de combater por parte dos operacionais e isto não tem a ver com os meios”, afirmou no programa Vichyssoise da Rádio Observador.

Segundo a responsável, há meios preparados — em grande número —, mas que perante várias ocorrências de grandes dimensões podem não ser suficientes, alertando para o facto de mais de 90% dos incêndios ter mão humana.

“O dispositivo que está no seu expoente máximo (60 meios aéreos e mais de 11 mil operacionais no terreno) terá muito mais facilidade em responder. Num cenário em que as ocorrências ganhem dimensões muito complexas, se elas forem muitas, vão levar o dispositivo a um esforço completamente diferente. O dispositivo responderá tanto melhor quanto menor for o número de ocorrências. Se num cenário meteorológico de verão normal, já teremos sempre de evitar ocorrências de incêndios, num cenário como estes, isso é absolutamente imperativo”, alertou a secretária de Estado depois de na quinta-feira, num briefing na Autoridade Nacional da Proteção Civil o seu sucessor no cargo de 2.º comandante, André Fernandes, já ter alertado para os riscos dos próximos dias e apelado à população para que cumpra “na íntegra” as restrições de probição do uso de fogo no espaço florestal e de fogo de artifício.

O artigo foi publicado originalmente em Observador.

Comente este artigo
Anterior LiveSeed avança com ensaios de selecção e de avaliação de variedades tradicionais de milho em Terras do Sousa
Próximo Testar o potencial da pitangueira

Artigos relacionados

Últimas

InovTechAgro – Inovação, mas não só! – Luís Alcino da Conceição

No nova PAC no período pós 2020 e na recente Agenda para a Inovação do Ministério da Agricultura as competências nas áreas de agricultura de precisão, digitalização e mecanização […]

Nacional

Produtividade da azeitona quadruplicou

A produtividade média da azeitona passou de 0,5 toneladas de azeitona/hectare para 2 toneladas de azeitona/hectare nos últimos 18 anos. Os números constam do estudo ‘Alentejo: A Liderar a Olivicultura Moderna Internacional’, […]

Blogs

NEGOTIATIONS FOR THE EU BUDGET: STILL VERY DIVERGENT POSITIONS

Last weeks were notably marked by:

In the Member States, a coalition was formed to secure the current levels of the Cohesion Fund in the next MFF. […]