Gabão recebe fundos internacionais em retribuição de políticas contra a desflorestação

Gabão recebe fundos internacionais em retribuição de políticas contra a desflorestação

O Gabão é o primeiro país africano a receber fundos internacionais para continuar os seus esforços contra a desflorestação no seu território, coberto por floresta em cerca de 90%, anunciou hoje o Ministério do Ambiente gabonês.

“Uma vez comprovados os resultados do Gabão na redução da desflorestação e degradação florestal por especialistas independentes, o Gabão recebeu 17 milhões de dólares (14,3 milhões de euros) em retribuição pelas reduções conseguidas em 2016 e 2017, em comparação com os níveis anuais de emissões entre 2006 e 2015”, anunciou o ministério através de uma declaração, citada pela agência France-Presse.

Os fundos são emitidos pela Iniciativa Florestal da África Central (CAFI), um organismo criado em 2015 pelas Nações Unidas, que reúne países da África Central e doadores internacionais.

As florestas do Gabão “absorvem um total de 140 milhões de toneladas de CO2 por ano, o que equivale a tirar 30 milhões de carros da estrada em todo o mundo”, escreve o ministério gabonês.

O Gabão, liderado desde 2009 pelo Presidente Ali Bongo Ondimba, está localizado no coração da floresta tropical da África Central, conhecido como “o segundo pulmão da terra”, depois da Amazónia.

Os fundos recebidos serão utilizados para investimentos na silvicultura comunitária. “O objetivo é melhorar o rendimento, os meios de subsistência e o bem-estar das comunidades no Gabão”, afirma a declaração.

“O país demonstrou que, com visão, dedicação e forte liderança, a redução de emissões pode ser alcançada na floresta da Bacia do Congo”, sublinhou Sveinung Rotevatn, ministro do Ambiente norueguês, em nome da CAFI.

As autoridades gabonesas vêm a desenvolver uma política de conservação relativamente avançada para o contexto da África Central. O país tem 13 parques nacionais, que cobrem 11% do território, e 20 áreas marinhas protegidas.

O Gabão é o lar de quase 60% dos elefantes florestais remanescentes em África, recentemente inscritos na lista de animais ameaçados criticamente.

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