Fundo Florestal Permanente dá 10 mil euros a Mangualde para luta à vespa asiática

O Município de Mangualde viu aprovada a candidatura de apoio financeiro para a destruição dos ninhos da vespa velutina, usualmente conhecida por “vespa asiática”, tendo auferido o montante máximo por beneficiário de 10.000 euros.

Esta medida insere-se no eixo de intervenção “Funções ecológicas, sociais e culturais da floresta” previsto no Regulamento do Fundo Florestal Permanente e pretende apoiar financeiramente os municípios na tarefa de detecção e destruição dos ninhos e colónias de vespa velutina. Igual valor foi atribuído ao município de Oleiros.

Vespa asiática

A conhecida “vespa asiática” é um predador de abelhas e de outros insectos que, ao colocar em risco os recursos apícolas, surge como uma ameaça ao cumprimento pelos espaços florestais, da imprescindível função ecológica e, por consequência, agrícola e económica, que é a polinização das plantas.

Nos últimos dois anos, a autarquia de Mangualde, através do seu Gabinete Técnico Florestal e do Gabinete de Apoio ao Agricultor tem vindo a resolver as situações dos ninhos identificados, pelos seus próprios meios e recursos, tendo contabilizado a destruição de 13 ninhos em 2017 e de 203 ninhos em 2018.

No entanto, diz fonte institucional da autarquia, o “surgimento de casos de avistamentos de ninhos tem aumentado significativamente, pelo que se torna fundamental o investimento neste tipo de luta”.

Mangualde pede colaboração dos cidadãos

No presente ano, já foram destruídos alguns ninhos primários, pelo que o município pede a “colaboração de toda a população na identificação dos mesmos, para que se proceda à sua destruição e, assim, se impeça o nascimento de centenas de obreiras desta espécie”.

Os munícipes poderão contactar directamente o município ou divulgar essa informação junto da plataforma online SOS Vespa, para posterior validação por estes serviços. Nenhum cidadão deve, em qualquer circunstância, tentar destruir o ninho pelos seus próprios meios.

Agricultura e Mar Actual

O artigo foi publicado originalmente em Agricultura e Mar.

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