Fruticultura inteligente para consumidores exigentes

Fruticultura inteligente para consumidores exigentes

[Fonte:Associação Portuguesa de Horticultura]

07 de Dezembro de 2018

O 4º Simpósio Nacional de Fruticultura, que decorreu na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade do Algarve, em Faro, a 29 e 30 de Novembro, apontou o caminho para uma fruticultura rentável e sustentável, plena de desafios para responder a consumidores cada vez mais exigentes e a um mercado global extremamente competitivo.

O Simpósio contou com 88 comunicações científicas (orais e em poster) e reuniu 223 participantes, entre investigadores, técnicos, fruticultores e representantes do setor comercial. A organização esteve a cargo da APH (Associação Portuguesa de Horticultura), UAlg (Universidade do Algarve), COTHN (Centro Operativo Tecnológico Hortofrutícola Nacional), MeditBio (Centro para os Recursos Biológicos e Alimentos Mediterrânicos) e DRAP Algarve (Direção Regional de Agricultura e Pescas do Algarve).

A sessão de abertura contou com a participação do Secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural, Miguel Freitas, para quem «a intensificação sustentável é o novo racional técnico da agricultura». Na mesa estiveram também presentes o reitor da Universidade do Algarve, Paulo Águas, o diretor regional de Agricultura do Algarve, Fernando Severino, o presidente da Câmara Municipal de Faro, Rogério Bacalhau, o presidente da Associação Portuguesa de Horticultura, José Alberto Pereira, a secretária-geral do COTHN, Maria do Carmo Martins, e o presidente da comissão organizadora do simpósio, Amílcar Duarte.

Produção sustentável

A cultura do abacate foi tema da primeira apresentação do simpósio. O investigador espanhol Iñaki Hormaza, da Estação Experimental de Mayora, em Málaga, concluiu que o consumo deste fruto vai continuar a aumentar na Europa, pelo que o escoamento deste fruto está garantido. Mas, para que o fruto seja mais valorizado, Portugal e Espanha devem ser capazes de diferenciar a origem do abacate ibérico, reforçando a aposta em marcas regionais, seguindo os exemplos da Sicilia (“Sicilia Avocato”) e de Creta (“Lappa Avocato”). A proximidade das zonas de produção ao consumidor (produto com menor pegada ambiental) e a qualidade e segurança alimentar dos abacates produzidos na Península Ibérica são trunfos que a fileira deve saber explorar. Recorde-se que Espanha (11.455 hectares) e Portugal (1.133 hectares, no Algarve) são os principais produtores de abacate na Europa, contudo a produção interna é insuficiente para abastecer a procura crescente, importando-se grandes quantidades de abacates do continente americano.

Na sessão sobre “Produção” destacaram-se ainda comunicações sobre técnicas e modelos que ajudam os fruticultores a aumentar a qualidade da fruta e a produtividade dos pomares. Miguel Leão, investigador do INIAV, propôs um novo modelo de simulação do crescimento dos frutos da pereira Rocha com base no tempo térmico. Trata-se de uma ferramenta que permite ao gestor prever os calibres da pera à colheita e atuar tecnicamente (monda de frutos, rega, nutrição), reagindo de forma antecipada a crescimentos insuficientes da fruta. Amílcar Duarte, investigador da Universidade do Algarve, apresentou a incisão anelar como técnica para aumentar o vingamento dos frutos em tangerinas. Esta técnica, amiga do ambiente, mas mais onerosa em mão-de-obra do que a aplicação de produtos químicos, contribui para aumentar a quantidade de fruta por árvore, sendo compatível com Produção Integrada e Agricultura Biológica. Nesta sessão foram ainda abordadas outras culturas, como a amendoeira, a figueira, a uva de mesa e a oliveira.

Proteger os pomares de novas ameaças fitossanitárias

A sessão sobre “Sanidade” iniciou-se como uma apresentação por convite de Leonor Cruz, do INIAV, sobre bacterioses em frutos secos e seu impacto nos pomares. A investigadora concluiu que a prevenção destas doenças difíceis de controlar é a melhor ferramenta à disposição dos agricultores, através do uso de plantas isentas de organismos nocivos e de variedades resistentes. Após deteção das bacterioses, são aconselhadas medidas profiláticas: aplicação foliar de compostos cúpricos após a poda das árvores e à queda das folhas; desinfeção de roupa, calçado e instrumentos de poda; destruição de árvores infetadas e remoção dos resíduos do pomar. As restantes apresentações da sessão focaram-se no estudo da luta biológica e biotécnica (uso de insetos predadores auxiliares, parasitoides e bactérias benéficas) como alternativas amigas do ambiente para controlo de pragas e doenças, tendo sido apresentados ensaios sobre: aplicação do predador Chrysoperla carnea para controlo da psila africana dos citrinos; uso de Torymus sinensis para controlo da vespas-das-galhas-do-castanheiro e tratamento de pomares de kiwi afetados pelo cancro bacteriano (PSA) com Bacillus subtilis. A Xylella fastidiosa também foi objeto de uma comunicação oral.

A prevenção de novas pragas e doenças nos pomares nacionais deve começar pelo reforço do controlo fitossanitário do material vegetal que entra no território nacional, incluindo campanhas de sensibilização à população em geral para que não traga plantas e sementes de outros continentes. Na mesa redonda sobre este tema, a fileira dos citrinos manifestou grande preocupação com a ameaça da Trioza erytreae, ou psila africana dos citrinos, o inseto vetor do huanglongbing (HLB), responsável pela destruição de grandes áreas de pomares de citrinos no Brasil e na Flórida. Embora a doença ainda não esteja presenta na Europa, o vector já foi detetado a sul de Lisboa, podendo chegar rapidamente ao Algarve. «Estamos em pânico com esta ameaça», disse Silvino Oliveira, técnico da Frusoal, explicando as graves consequências da chegada deste inseto aos pomares algarvios: «a fruta vendida com folhas ficará limitada, os tratamentos com inseticidas vão obrigar a rever os Limites Máximos de Resíduos na fruta e será que Espanha vai deixar passar pelo seu território camiões de citrinos provindos de um território infetado?», questionou.

Os oradores da mesa redonda concordaram que a União Europeia tem sido «frouxa» no controlo das suas fronteiras contra ameaças fitossanitárias e que deve fazer mais nesta matéria.

Cristina Rosa, técnica da Granfer, expressou a preocupação dos produtores da região Oeste de Portugal com pragas já existentes noutros hospedeiros, mas que nos últimos anos têm afetado os pomares de pera e maçã, como os microlepidópteros e a cochonilha algodão, e pediu aos serviços oficiais para que façam mais homologações de produtos ao abrigo da figura “problemas menores em culturas maiores”. Quantps pNestate ao Algarve. «9lema8Cws da":n:e Re2dos frçop:0px}.d iseEn:e s dredo.

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