O festival de artes Artimanha regressa entre 03 e 05 de julho à lagoa do Alvão, em Vila Pouca de Aguiar, para aproximar as pessoas à cultura e à floresta numa zona afetada pelos incêndios, foi hoje anunciado.
A organização refere, em comunicado, que o Artimanha, o festival que “traz arte aos montes”, regressa em 2026 à serra do Alvão com uma programação que reforça o compromisso “entre cultura, território e sustentabilidade” e que tem como primeira banda confirmada os Galandum Galundaina.
O palco é a lagoa da serra do Alvão, no concelho de Vila Pouca de Aguiar, distrito de Vila Real, uma zona “marcada pela riqueza natural”, mas também fustigada pelos incêndios.
O tema escolhido para a edição 2026 é “Cultura e Floresta” e, por isso, o festival quer propor uma “reflexão sobre o papel da cultura na valorização e proteção dos ecossistemas naturais”.
“O festival pretende contribuir para uma maior consciência ambiental e para a valorização da paisagem como património coletivo. Através da música, das artes visuais, da criação comunitária e de atividades na natureza, o Artimanha procura aproximar as pessoas à floresta e incentivar uma relação mais consciente com a mesma”, salienta o comunicado.
Uma abordagem que, segundo a organização, reforça também “a missão do festival como plataforma de encontro entre arte, comunidade e sustentabilidade, promovendo novas formas de viver e experimentar o interior do país”.
O primeiro nome confirmado para o cartaz deste ano são os Galandum Galundaina que, segundo é referido, são “uma das mais reconhecidas referências da música tradicional portuguesa contemporânea” e que ao longo da sua carreira contribuíram “para o estudo, preservação e divulgação da identidade cultural das Terras de Miranda, Nordeste Transmontano, e têm “desenvolvido um trabalho de valorização da cultura mirandesa”.
A presença do grupo reforça a ligação “do festival às raízes culturais do território, num encontro entre tradição e criação contemporânea”.
O comunicado refere ainda que o Artimanha Festival de Artes quer afirmar-se cada vez mais como “um evento cultural de referência no interior do país”, capaz de atrair público não apenas de Vila Pouca de Aguiar, mas também de outras regiões de Portugal e visitantes estrangeiros interessados em experiências culturais ligadas à natureza e a Trás-os-Montes.
A edição deste ano apresenta uma nova identidade visual inspirada na paisagem e na missão do festival.
O festival é promovido pela Animódia (Organização, Produção e Direção Artística) em parceria a Câmara de Vila Pouca de Aguiar.















































