Estação de Avisos do Norte Transmontano alerta para oídio, míldio e flavescência dourada da vinha

A Estação de Avisos Agrícolas do Norte Transmontano publicou a sua Circular de Avisos nº 12 ( 2019), dedicada à vinha. E alerta para possíveis problemas com o oídio, míldio e flavescência dourada da vinha.

No que diz respeito ao oídio, refere aquela Circular que a vinha encontra-se numa fase de desenvolvimento particularmente sensível ao oídio, e o tempo tem decorrido favorável ao seu desenvolvimento.

Aconselha a Estação de Avisos Agrícolas do Norte Transmontano, por isso, a manter a vinha protegida contra esta doença até ao Pintor, utilizando um produto penetrante indicado no anexo da Circular nº 6/2019.

Nas vinhas em que a doença já se tenha manifestado, deverá utilizar enxofre ou metildinocape, (fungicidas de contacto), procurando não fazer este tratamento com temperaturas elevadas – acima dos 32º C – e evitar riscos de fitotoxidade (queima).

Em qualquer caso, procure orientar a vegetação e fazer uma cuidada desfolha, de maneira a permitir um bom arejamento da planta e facilitar a penetração do produto utilizado.

Míldio

Quanto ao míldio,diz aquela Estação de Avisos, nas vinhas em que os sintomas da doença têm persistido, aconselha a fazer um tratamento com um produto anti-míldio à base cobre, pois irá promover o atempamento das varas e impedir a saída de novas manchas.

Cigarrinha da flavescência dourada

Já no que diz respeito à cigarrinha da flavescência dourada (Scaphoideus titanus), a Circular refere que esta é uma grave doença da videira, provocada por um organismo (fitoplasma) que causa enormes prejuízos económicos, destruindo a produção e até matar precocemente as videiras e para a qual não existe tratamento.

É transmitida das plantas doentes às plantas sãs, pelo insecto Scaphoideus titanus, – cigarrinha da flavescência dourada – que, alimentando-se em plantas doentes, picando-as para sugar a seiva, fica infectado.

A única maneira de a combater é adoptar medidas preventivas, nomeadamente o arranque das cepas infectadas e, principalmente, a luta contra este insecto, responsável pela sua transmissão, realça a Estação de Avisos Agrícolas do Norte Transmontano.

Luta obrigatória

De acordo com a Portaria nº 165/2013 publicada no Diário da República nº 81, 1ª Série, de 26 de Abril de 2013, é obrigatória a luta contra este insecto em todas as vinhas das seguintes Freguesias da região:

  • União de Freguesias de Loivos e Póvoa de Agrações;
  • Vidago (UF de Vidago, Arcossó, Selhariz e Vilarinho das Paranheiras).

Agricultura e Mar Actual

O artigo foi publicado originalmente em Agricultura e Mar.

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