Esporão entra no Instituto Superior de Agronomia

Esporão entra no Instituto Superior de Agronomia

Produtor alentejano investe 3 milhões de euros para abrir a porta da Universidade de Lisboa. E fica a pagar uma renda mensal de 2 mil euros

O Esporão acaba de entrar no Instituto Superior de Agronomia (ISA). O produtor de vinhos alentejano foi o único candidato no concurso público para a concessão de um dos edifícios deste estabelecimento de ensino por 30 anos. O contrato de adjudicação prevê um investimento de 3 milhões de euros na reabilitação do espaço e o pagamento de uma renda mensal fixa de 2.050 euros.

Em causa estão atividades de comércio e serviços no “Edifício da Geradora” e área envolvente, onde o ISA tem uma componente museológica, com algumas máquinas, mas também guarda cereais das colheitas. Com este concurso, no âmbito do Plano Estratégico do Campus da Tapada, o ISA quer, agora “inicar a dinamização externa de um centro interdisciplinar na área da ciência, com uma ligação forte aos sistemas agrícolas existentes na Tapada da Ajuda, e constituirá um “living lab” para as tecnologias da área agronómica, alimentar e ambiental”.

“Ao reabilitar-se o Edifício da Geradora” e o seu espaço envolvente, em parceria com uma empresa de renome indiscutível no sector alimentar, a Esporão, encontra-se, assim, uma oportunidade de inovação no sector vitivinícola e na restauração”, diz o ISA.

Com abertura prevista em 2022, o projeto prevê a integração de espaços sociais para a empresa e uma área museológica de agricultura, alimentação, biodiversidade e arte que deverá permitir “desenvolver as condições para se implementarem um conjunto de tecnologias sustentáveis objeto de ensino no ISA”, refere o instituto. Mas sobre o futuro deste espaço nada mais se sabe, uma vez que o Esporão se limita a confirmar o projeto, não divulgando ainda pormenores.

Aliás, apesar do contrato já estar assinado, o ISA sublinha ao Expresso que ainda há questões processuais em curso e a adjudicação aguarda o visto do Tribunal de Contas.

O Esporão, com um volume de negócios próximo dos 50 milhões de euros, combina a produção de vinhos no Alentejo, Douro e Região dos Vinhos Verdes com outras atividades, do enoturismo à cerveja artesanal e ao azeite.

Neste contrato, ficou ainda estabelecida como contrapartida variável pela concessão um valor percentual mensal de 2,5% a afetar a toda a faturação acima dos €700 mil euros anuais relacionada com a exploração do espaço.

Continue a ler este artigo no Expresso.

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