Entidades gestoras de intervenção florestal asseguram que limpeza decorre “a bom ritmo”

Entidades gestoras de intervenção florestal asseguram que limpeza decorre “a bom ritmo”

“No que respeita à proteção de incêndios, os trabalhos continuam a bom ritmo e os sapadores estão no terreno ao abrigo de um plano de proteção que coloca três sapadores florestais por viatura (sempre os mesmos) e no terreno andam o mais afastado possível”, explicou a Lusa o presidente da Federação Nacional das Entidades Gestoras de Intervenção Florestal (ENZIF), Armando Pacheco.

A ENZIF tem a seu cargo uma área de 301 mil hectares de floresta espalhada de norte a sul do país e representa 32 entidades proprietárias, contando com mais de uma centena de equipas de sapadores florestais. Esta entidade de abrangência nacional está sedeada em Mogadouro, no distrito de Bragança.

“Estamos a tentar abranger a maior área de florestas possível para a manter limpa e cuidada, de forma a evitar os incêndios e torná-la produtiva, já que se trata de uma riqueza nacional. A ideia é que os produtos florestais possam obter o maior valor económico possível”, vincou o responsável.

Armando Pacheco adiantou à Lusa que os prazos para a limpeza da floresta “estão a ser compridos e os agendamentos para futuras intervenções planeados”.

“As equipas do Estado também continuam a trabalhar no terreno e, se tivermos em conta as precauções ditadas pela Direção-Geral da Saúde (DGS), o maior risco que os nossos sapadores correm são inerentes às máquinas e ferramentas que são manuseadas durante a sua atividade”, observou o dirigente.

Armando Pacheco alerta que a limpeza em torno das edificações é da responsabilidade dos proprietários e das entidades municipais, e no respeita a aglomerados populacionais são das freguesias, sendo que o prazo terminou a 15 de março.

“Nada houve em contrário para que estas ações não se pudessem realizar dentro do prazo estipulado”, concretizou.

Para a ENZIF, notam-se mais cuidados com a limpeza da floresta no país e mais vigilância aos focos de incêndio face a anos anteriores.

“Foi aprovada a constituição de mais equipas de sapadores florestais em todo o país. Não podemos afirmar que estamos seguros em relação ao flagelo dos incêndios florestas, mas todos aos anos há mais prevenção”, frisou.

O artigo foi publicado originalmente em SAPO 24.

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