Empresa algarvia é distribuidora oficial do biofertilizante que promete revolucionar a agricultura mundial

Empresa algarvia é distribuidora oficial do biofertilizante que promete revolucionar a agricultura mundial

A empresa Hubel Verde, com sede em Olhão, é a representante e distribuidora oficial deste produto em Portugal. É de fácil utilização, sendo necessária apenas uma aplicação no início do desenvolvimento das plantas

O produto foi apresentado ao mercado português e espanhol, no passado dia 28 de fevereiro, na FIMA – Feira Internacional da Maquinaria Agrícola, em Saragoça e a empresa Hubel Verde, com sede em Olhão, no Algarve, é a representante e distribuidora oficial deste produto em Portugal.

A empresa espanhola Symborg criou o BlueN, o primeiro biofertilizante natural de azoto, que permite substituir adubos e fertilizantes químicos azotados, que além de dispendiosos não são nada amigos do ambiente. Com apenas uma aplicação deste novo produto, as plantas podem obter 60% do azoto que precisam, diretamente do ar.

Azoto é fundamental para manter os níveis produtivos das plantas

O azoto é um macronutriente essencial para as plantas, sendo fundamental para manter os níveis produtivos. Ainda assim, apesar da sua importância e de abundar na atmosfera (72% do ar que respiramos é Azoto), as plantas não conseguem absorvê-lo diretamente. A sua presença no ar, de forma inerte e não reativa, necessita de reagir quimicamente com outras substâncias para que o uso seja eficiente nas culturas agrícolas.

Este é o motivo pelo qual, até ao momento, se têm utilizado na agricultura fertilizantes químicos baseados em Ureia, Amónios e Nitratos, que se aplicam ao solo, para que as plantas incorporem o azoto através das suas raízes.

Hubel Verde é representante oficial do novo biofertilizante que promete revolucionar a agricultura mundial

BlueN permite que os cultivos absorvam 60% do azoto do ar

Esta é uma situação que muda com BlueN, o primeiro biofertilizante natural, fixador de azoto, e que permite que as culturas absorvam do ar 60% do azoto que precisam.

“A ideia surgiu pela necessidade de azoto a nível global. Queríamos encontrar fontes de azoto orgânico para ser usado na agricultura biológica e que possam ter um grande uso, contribuindo, assim, para a redução do azoto químico”, afirmou Jesús Juárez, CEO da Symborg, empresa especializada em I+D de biotecnologia agrícola, ao ElEconomista.es.

Solução é 100% biológica

Esta solução, 100% biológica, pode aplicar-se a grandes culturas de cereais, milho, soja, trigo, cevada e arroz e também noutras culturas mais intensivas e em fruteiras.

É de fácil utilização, sendo necessária apenas uma aplicação no início do desenvolvimento das plantas. Depois, a bactéria simbiótica vai colonizando a planta para que possa viver de forma prolongada.

Embalagem do BlueN

Esta bactéria converte o azoto do ar em amónio que é metabolizado diretamente em aminoácidos (constituintes das proteínas) pela planta, uma reação que se produz de forma constante durante todo o ciclo da planta.

“A bactéria vai acompanhando a planta”. É muito fácil de utilizar e pode misturar-se com a maioria dos outros consumíveis agrícolas atualmente usados. Isto simplifica o seu uso e também reduz os custos na hora de contabilizar os trabalhos a realizar durante o ciclo das culturas. É uma vantagem competitiva e económica para o agricultor, com reduções de custos totais de produção na ordem dos 30% relativamente ao estimado pelos agricultores como gasto imprescindível para conseguirem produções rentáveis.

BlueN apresenta uma panóplia de vantagens para o meio ambiente

Este produto apresenta uma série de vantagens para o meio ambiente, já que não contamina os aquíferos, o que pode contribuir para a degradação dos solos e provocar eutrofização de lagos. Além disso, pode utilizar-se em áreas em que está restrita a aplicação de azoto (zonas protegidas e zonas vulneráveis), assim como na agricultura biológica.

O artigo foi publicado originalmente em Postal do Algarve.

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