Empresa açoriana Prolacto baixa componente variável do preço do leite

Empresa açoriana Prolacto baixa componente variável do preço do leite

A Prolacto – Lacticínios de São Miguel disse ter reduzido a componente variável do preço do leite pago aos produtores devido ao “impacto grave” que a pandemia de Covid-19 está a ter na empresa.

“Para a Prolacto, a Covid-19 está a ter um impacto grave, provocando uma quebra de preços em mais de 20%. Ora, isto tem impacto direto nos preços dos contratos, pelo que foram enviadas diversas comunicações aos seus fornecedores de leite sobre a redução de valores de componente variável”, lê-se na nota de imprensa enviada pela empresa açoriana.

No contrato entre a indústria e os produtores é estabelecida uma componente fixa do preço pago pelo leite e uma componente variável, que oscila conforme vários indicadores.

Além da redução da tarifa variável, a Prolacto assinala que ficou em “análise a possibilidade de redução de volumes” fornecidos pelos produtores de leite.

A reação da Prolacto surge após o secretário regional da Agricultura e Florestas do Governo dos Açores, João Ponte, ter apelado às indústrias do setor para não baixarem o preço do leite pago aos produtores.

O secretário regional assinalou que no último mês registou-se um aumento na procura por produtos lácteos em Portugal na ordem dos 10% a 20%, o que levou a um “significativo” volume de vendas dos produtos lácteos considerados essenciais.

A Prolacto destaca a “gravidade da situação” dos mercados lácteos provocada pela pandemia, que irá provocar uma “diminuição acentuada” do PIB nacional e regional.

“Estamos convencidos de que, aos poucos, os produtores de leite vão tomando consciência da gravidade da situação nos mercados lácteos e da diminuição acentuada do PIB, esperada em 10% este ano, 20% nos Açores”, afirma.

A empresa diz esperar também que os produtores “exijam” uma redução dos custos dos fornecedores.

“Esperamos que [os produtores de leite] exijam, pelo seu lado, uma redução dos seus custos de produção aos seus fornecedores e outras possíveis medidas às instituições que os representam para que com o esforço de todos possamos ultrapassar esta situação da melhor forma”, releva.

O artigo foi publicado originalmente em Açoriano Oriental.

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