Elisa Ferreira vai vender ações da Sonae ainda hoje

Elisa Ferreira vai vender ações da Sonae ainda hoje

A comissária europeia indigitada Elisa Ferreira decidiu “dar ordem de venda” às ações que detém no grupo Sonae, após as questões levantadas pela comissão de Assuntos Jurídicos do Parlamento Europeu quanto a um eventual conflito de interesses. Em causa deverão esta 15 mil ações da retalhista, avaliadas em 12.750 euros, segundo cálculos do ECO.

“Perante questões levantadas sobre a detenção de ações da Sonae SGPS, a comissária indigitada decidiu hoje [quinta-feira] dar ordem de venda, o que deverá ser concretizado durante o dia”, indicou a equipa de Elisa Ferreira, em comunicado enviado à agência Lusa.

A comissão de Assuntos Jurídicos do Parlamento Europeu levantou questões sobre Elisa Ferreira, por a anterior vice-governadora do Banco de Portugal deter ações no grupo Sonae, pedindo esclarecimentos adicionais à comissária indigitada por Portugal.

A comissão parlamentar não encontrou, contudo, um conflito de interesses entre a pasta que a comissária designada por Portugal irá tutelar — a da Coesão e Reformas — e o cargo ocupado pelo marido, Fernando Freire de Sousa, que é presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), uma entidade responsável pela aplicação de fundos comunitários.

Na nota enviada à Lusa, a equipa da política portuense indica que Elisa Ferreira, “consciente da existência de uma proximidade operacional entre o pelouro para o qual foi indicada pela presidente eleita da Comissão e o cargo exercido em Portugal pelo seu marido, funcionário público”, solicitou “aconselhamento aos serviços da Comissão Europeia sobre a matéria e sobre possíveis medidas adequadas”, uma informação que já tinha sido avançada hoje pela porta-voz do executivo comunitário, Mina Andreeva.

“A comissária indigitada está totalmente consciente das regras estritas sobre conflitos de interesses existentes para os membros do Colégio de Comissários e do Regulamento Financeiro da União Europeia, as quais encara com a maior seriedade”, sublinha.

O comunicado recorda que, em todos os cargos públicos desempenhados ao longo da sua carreira”, Elisa Ferreira pautou “sempre a sua ação pelo respeito dos mais elevados padrões éticos e deontológicos e tenciona aplicar os mesmos princípios no desempenho do cargo para o qual foi indigitada na Comissão Europeia”.

O artigo foi publicado originalmente em ECO - fundos comunitários.

Comente este artigo
Anterior 12.750 euros em ações da Sonae separam Elisa Ferreira da Comissão. Futura comissária vai vender os títulos
Próximo Carne de vaca em Coimbra: Carta ao Ministro da Agricultura - Henrique Silvestre

Artigos relacionados

Últimas

Estudo sugere que a Agricultura intensiva é menos poluente?

Os campos agrícolas que se rotulam mais amigos do ambiente, necessitam de mais terra e podem provocam maiores custos ambientais do que uma agricultura de elevada produtividade – intensiva. […]

Últimas

Agricultores da UE terão de ser apoiados para reduzir emissões de CO2

Os agricultores da União Europeia (UE) terão de receber apoios no próximo quadro orçamental para reduzirem as emissões de dióxido de carbono […]

Notícias PAC pós 2020

ONG acusam Governo de ignorar especialistas no Plano Estratégico da PAC

Quinze organizações não governamentais (ONG) acusaram hoje o Ministério da Agricultura de ignorar especialistas e organizações na elaboração do Plano Estratégico para a […]