Elisa Ferreira em debate da CAP sobre agricultura e coesão

Elisa Ferreira em debate da CAP sobre agricultura e coesão

 

Se a agricultura tem sido, nos últimos tempos, devolvida ao seu merecido lugar enquanto setor fundamental para o país, a coesão territorial é um fator essencial na sua preservação e desenvolvimento, dela dependendo em grande medida o não abandono das terras e consequente esquecimento das zonas rurais.

Num momento em que a agricultura assume maior relevância, a Confederação dos Agricultores Portugueses (CAP) traz a debate o tema da Coesão Territorial e Como Evitar o Abandono das Zonas Rurais, convidando para essa conversa alguém que pode aportar um valor único. A comissária europeia Elisa Ferreira, responsável pela pasta da Coesão e Reformas, será a principal interveniente num promovido pela CAP e marcado para segunda-feira às 15.00, que se debruçará sobre a coesão territorial do país e o papel da União Europeia no combate à crise provocada pela pandemia de covid-19 – nomeadamente as medidas que foram apresentadas por Ursula von der Leyen para impulsionar a recuperação económica e o crescimento futuro.

“O setor agrícola tem, nas últimas décadas, liderado o crescimento das exportações nacionais e, assim, permitido a convergência do mundo rural com o meio urbano. Num contexto de maior incerteza, importa manter o território unido, em rota convergente, sendo as políticas de coesão essenciais ao combate à pandemia e ao estímulo à retoma económica”, sublinha a CAP, justificando assim a importância de contar com as contribuições da comissária europeia com responsabilidade pela pasta da Coesão e Reformas.

Neste debate, que será aberto pelo presidente da CAP, Eduardo Oliveira e Sousa e se insere na iniciativa – que na semana passada contou com as contribuições de Paulo Portas sobre Geopolítica e Geoeconomia: Tendências, Riscos e Oportunidades da Agricultura no Mundo Pós-Covid marcará ainda presença a ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, com a agricultura no centro da conversa, enquanto atividade económica, eficiente e produtiva, capaz de atrair e fixar população, produzir alimento para todos e, assim, dinamizar o mundo rural, promovendo o desenvolvimento regional, mas sobretudo estimulando a criação de riqueza e o crescimento económico – do país no seu todo.

“A agricultura é indispensável à coesão territorial. A atividade agrícola e os agricultores são o elo que liga o território, o que o torna produtivo, já que fomentam, através das suas práticas de cultivo e do pastoreio, o crescimento da matéria orgânica no solo, tornam-no mais fértil e rico, mais capaz de armazenar água e de capturar carbono – funções essenciais para a manutenção dos nossos ecossistemas naturais, que ficam assim mais resilientes à rápida progressão da desertificação, mais protegidos dos incêndios que lavram a terra abandonada e, todos os anos, assolam impiedosamente o Interior de Portugal”, resume a confederação.

A participação no “, de que o Dinheiro Vivo é parceiro, é gratuita mas implica inscrição obrigatória neste link. Após a inscrição, receberá um e-mail de confirmação com informações para acesso à reunião.

O artigo foi publicado originalmente em Dinheiro Vivo.

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