Edição do genoma| E se melhorássemos o bem-estar animal na pecuária?

Edição do genoma| E se melhorássemos o bem-estar animal na pecuária?

Com a ajuda da edição do genoma, os criadores de gado poderiam melhorar a saúde e o bem-estar dos animais de criação. Através da ferramenta biotecnológica TALLEN, as vacas leiteiras podiam crescer sem chifres e os porcos podiam nascer castrados.

Para a segurança dos animais e dos agricultores, hoje, os bezerros são descornados num processo caro e com dor. Mas não tem que ser assim. Em bovinos de corte, a falta de chifres é uma característica comum e, em teoria, o gado leiteiro pode ser criado sem chifres. Infelizmente, o processo de criação convencional levaria décadas, comprometendo outras características ligadas à produção de leite e à saúde animal no processo.

Na criação de porcos, os leitões machos são castrados para impedir que a carne fique com o odor e o sabor desagradáveis ​​característicos na carne de javalis não castrados. Apesar disso, os agricultores preferem evitar esse ato cirúrgico.

A solução pode estar na edição do genoma, uma vez que permite prevenir as situações descritas, melhorando o bem-estar e a saúde dos animais. Através de uma nova ferramenta designada TALLEN, os investigadores da empresa de bioengenharia Recombinetics conseguiram introduzir um gene em vacas leiteiras e em porcos, que faz com que, no caso das vacas, cresçam sem chifres e, no caso dos leitões, nasçam castrados.

As técnicas de edição do genoma usadas permitem que os investigadores alterem letras individuais do código genético com uma alta precisão, tendo essencialmente o mesmo resultado que o cruzamento convencional com mutações espontâneas, masa com muito mais eficiência.

Outra via de investigação promissora também aberta pela edição do genoma, e em que o melhoramento convencional não é tão bem-sucedido, é a resistência dos animais a doenças. Na verdade, os investigadores já poderiam utilizar a edição do genoma em aves para serem resistentes à gripe aviária e em porcos para serem resistentes à peste suína africana e à síndrome respiratória e reprodutiva dos suínos (PRRS). Todas estas doenças afetam a saúde e o bem-estar de aves e suínos, bem como os meios de subsistência dos agricultores.

Saiba mais na ficha técnica da EuropaBio.

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O artigo foi publicado originalmente em CiB - Centro de Informação de Biotecnologia.

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