Edição de genomas|E se aproveitássemos o seu potencial?

Edição de genomas|E se aproveitássemos o seu potencial?

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E se pudéssemos usar uma tecnologia poderosa e benéfica para todos? A partir das investigações e inovações de ponta que estão a ser desenvolvidas em empresas e universidades, iremos mostrar, numa série de seis fichas técnicas produzidas no âmbito da campanha “What if?”, da EuropaBio, como poderia ser hoje a realidade em áreas como a alimentação, a saúde e o ambiente.

Em 2015, o consumo global médio de petróleo foi de 93 milhões de barris por dia. Mas os investigadores descobriram uma forma de substituir essa fonte fóssil de energia por uma mais limpa e sustentável: as algas. Através de ferramentas biotecnológicas, como a edição de genomas e o RNA de interferência (Ri), elas podem ser usadas para a produção de biocombustível e dessa forma contribuir para alcançar o sétimo dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas.

A tentativa não é nova. Há muitos anos que os investigadores procuram produzir combustíveis a partir de algas, para fins comerciais, mas esse propósito revelou-se sempre inviável graças a um fator: as algas são capazes de atingir um crescimento rápido ou de produzir um alto teor de lipídios, mas não ambos. Ou seja, era possível produzir biocombustível em larga escala, mas não de uma forma competitiva.

Foi justamente esse problema que os investigadores da empresa multinacional americana Synthetic Genomics e ExxonMobil conseguiram resolver, alterando um gene específico das algas através de tecnologias como a edição de genoma (CRISPR-Cas) o RNA de interferência (RNAi).

Com este trabalho, os cientistas provaram que as algas podem ser uma matéria-prima sustentável para a produção de biocombustíveis e um contributo importante para a redução do consumo de petróleo. Saiba como, aqui.

aqui conheça os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.

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O artigo foi publicado originalmente em CiB - Centro de Informação de Biotecnologia.

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