Dia Mundial da Alimentação Oportunidade para algumas considerações estratégicas

Dia Mundial da Alimentação Oportunidade para algumas considerações estratégicas

Assinala-se, hoje, o Dia Mundial da Alimentação.

Da parte da CNA, oportunidade para saudar as Agricultoras e os Agricultores que produzem dos melhores alimentos, no seu trabalho diário e em comunhão com a Natureza.

Eis, pois, um aspecto que deve ser valorizado também ao nível das políticas públicas. Com opções e medidas práticas capazes de contribuir para o aumento dos rendimentos das pequenas e médias Explorações Agroflorestais, da Agricultura Familiar em Portugal.

Neste contexto, destaque para a necessária concretização do Estatuto da Agricultura Familiar, reclamação que a CNA desde já coloca perante Governo e Assembleia da República saídos das eleições de 6 de Outubro.

Escoamento da Produção Agroalimentar

Mais e melhores Mercados Locais e de Proximidade

CNA considera que o escoamento, a melhores preços à Produção Nacional dos Alimentos, designadamente dos provenientes das Explorações Agrícolas Familiares e da pequena e média Indústria Agroalimentar, também passa pela criação e operacionalização de muitos Mercados Locais e de proximidade, em conjugação com o combate à “ditadura comercial” dos hipermercados. Aliás, estes objectivos constituem forma de também assegurar a melhoria da qualidade alimentar da População Portuguesa e de outras Regiões.

Deve ser prioridade civilizacional o combate à fome e à desnutrição

O nosso País mantém uma taxa elevadíssima da sua População a passar fome e desnutrida. O combate eficaz a esta situação deficitária, deve ser uma das grandes prioridades  nacionais.

No plano internacional, a situação é ainda pior em várias Regiões do Planeta, com milhões de Seres Humanos a morrerem à fome e, isto, mesmo em regiões onde não há guerras.

As causas profundas desta trágica situação, encontram-se no sistema mais globalizado, chamado de “neoliberalismo”, no caso com as trocas comerciais de alimentos, à escala quase global, a funcionarem em favor das multinacionais do sector e do agro-negócio, ao abrigo de múltiplos acordos ditos de “livre comércio”.

No contexto, os países maiores produtores/exportadores, exportam os grandes excedentes do seu agro-negócio para várias e mesmo distantes Regiões, o que muito contribui para a destruição dos sistemas produtivos locais e para a expulsão dos Agricultores das suas terras e para o abandono das suas produções mais tradicionais.  Por assim dizer, o sistema dominante (produção intensiva) à escala quase global, sendo uma “máquina” de produzir excedentes  agro-alimentares também é uma “máquina” de produzir fome !

Para assegurar uma Alimentação saudável e acessível, são necessárias outras e melhores políticas agro-alimentares e de mercados, à escala nacional e à escala internacional.

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