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– 09-05-2008 |
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Crise alimentar: Pa�ses pobres sofrem mais por terem perdido agricultura de subsist�nciaO especialista em Rela��es Internacionais Jos� Manuel Pureza disse ontem que a substitui��o da agricultura de subsist�ncia por uma "produ��o intensiva vocacionada para a exportação" � a principal causa da fome que atinge v�rios países pobres. "Esta � a factura que os países mais pobres estáo a pagar pelas pol�ticas que o Fundo Monet�rio Internacional (FMI) e o Banco Mundial lhes impuseram, que passou por desmantelar a pequena e média agricultura de subsist�ncia", declarou o soci�logo � agência Lusa. Na sua opini�o, a actual crise alimentar radica em "raz�es pol�ticas" que estáo acima das "causas t�cnicas", como as de ordem ambiental ou clim�tica. "Uma leitura estritamente t�cnica esconde as raz�es de natureza pol�tica profunda. O que está a acontecer � o impacto no sector agr�cola e alimentar daquilo que � a realidade ‘normal’ do capitalismo financeiro", afirmou Jos� Manuel Pureza. O professor da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra lembrou que "muitos países pobres" são hoje os primeiros a serem afectados por "uma onda de especula��o muito acentuada no sector agr�cola". "Uma agricultura assim � muito mais vulner�vel a crises", acrescentou, atribuindo �s "pol�ticas neo-liberais" a origem da actual amea�a de fome no mundo. Jos� Manuel Pureza negou que as "colheitas desastrosas, por causa das altera��es clim�ticas", verificadas em alguns países pobres, sejam a principal causa da escassez de alimentos. Em todo o caso, defendeu, as altera��es do clima, geralmente associadas �s elevadas emissões de di�xido de carbono dos países industrializados, "são um fen�meno que não cai do c�u". "Os seus respons�veis os mesmos a não querem regular o problema das altera��es clim�ticas", salientou o professor de Rela��es Internacionais, dando o exemplo dos Estados Unidos, que recusou assinar o Protocolo de Quioto. Sobre a op��o pelos biocombust�veis, face � subida dos pre�os do petr�leo, disse que "� uma falsa solu��o". Jos� Manuel Pureza destacou a recente decisão do Conselho Cient�fico da Agência Europeia de Ambiente de "recomendar a suspensão da meta" da Europa que aponta para a utiliza��o de 10 por cento de combust�veis de origem vegetal, até 2020. "Esta meta precisa de ser suspensa, para evitar um desastre ambiental. Os terrenos dispon�veis na União Europeia não chegariam", alertou. Na segunda-feira, Também o botúnico Jorge Paiva, em declarações � Lusa, rejeitou a produ��o de combust�veis a partir dos cereais, por amea�ar a alimenta��o humana no mundo, admitindo apenas que seja aproveitado o lixo orgúnico para fins energ�ticos. "A produ��o de biocombust�veis deve ser abandonada", defendeu o ambientalista e catedr�tico aposentado da Universidade de Coimbra.
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