Covid-19: Pneumologista diz que surtos esporádicos podem complicar combate aos fogos

Covid-19: Pneumologista diz que surtos esporádicos podem complicar combate aos fogos

O médico pneumologista António Ferreira disse hoje que a existência de surtos esporádicos de covid-19 entre os operacionais de combate a incêndios florestais “pode complicar as operações” e “degradar a capacidade” de resposta durante a temporada deste ano.

“O potencial de existência de surtos esporádicos da covid-19 nas forças de trabalho em âmbito de combate a incêndios florestais pode complicar as operações de campo e degradar a capacidade durante a temporada de 2020”, afirmou o médico do hospital de Coimbra e que se dedica algum tempo à saúde e doença dos bombeiros.

No webminar “O reflexo da covid-19 no sistema de defesa da floresta contra incêndios em 2020”, organizado pelo Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais, liderado por Domingos Xavier, o médico deu conta das propostas e orientações internacionais que devem seguir os operacionais que este ano combatem os incêndios florestais.

Nesse sentido, António Ferreira defendeu que todos os operacionais envolvidos nos combate aos incêndios florestais deviam ser testados à covid-19 regularmente.

“Testar por zaragota todos os operacionais pode ser pouco exequível do ponto de vista técnico, mas era fundamental para conhecer o estado de todos os profissionais desta área”, disse, realçando que os estudos internacionais apontam todos para este caminho.

O médico pneumologista ressalvou que o teste por zaragota apenas apresenta resultados para o momento, mas era essencial para reduzir o risco de contágio no teatro de operações.

Em altura de pandemia, António Ferreira disse ainda que não devem ir combater incêndios bombeiros com mais de 65 anos ou com patologias associadas e deve ser garantido, sempre que possível, uma tripulação permanente e estável sem troca de membros.

Neste debate, o tenente-coronel Ricardo Alves, da GNR, admitiu alguns constrangimentos que a corporação teve no planeamento da prevenção dos incêndios rurais devido à covid-19, nomeadamente acesso à informação, as ações de gestão de combustível (limpeza das matas) “com mais limitações”, dificuldades em contratar vigilantes para os postos de vigia e nos registos de autorização de queima e queimadas.

Ricardo Alves avançou que a Guarda Nacional Republicana vai utilizar, pela primeira vez, a plataforma de georreferenciação de patrulhas não só para a GNR, mas também para outras agentes de proteção civil envolvidos no combate aos fogos.

Este militar, que é chefe da divisão técnica ambiental do SEPNA (Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente) da GNR disse ainda que, no âmbito da prevenção e vigilância dos incêndios florestais, a utilização de ’drones’ é “o mais valia neste período de covid-19”.

Continue a ler este artigo no SAPO 24.

Comente este artigo
Anterior Governo. Limpeza de terrenos é para cumprir e multas para manter
Próximo Governo prepara medidas para minimizar impacto da pandemia no sistema de combate a incêndios

Artigos relacionados

Nacional

Herbicidas com desmedifame proibidos. Usados em beterraba sacarina

Os herbicidas com a substância activa desmedifame estão proibidos. A decisão é da Comissão Europeia e o Regulamento entra em vigor no dia 1 de Julho de 2019. […]

Últimas

Vinho do Porto em frasco de perfume recebe medalha de ouro na América do Norte

O vinho do Porto Very Old Tawny da Quinta da Boeira ganhou a medalha de ouro no Sélections Mondiales des Vins Canada. É engarrafado num frasco de perfume e o preço pode variar entre 25 e mil euros. […]

Últimas

Casa Ferreirinha e Sandeman distinguidas internacionalmente pela sustentabilidade

A Casa Ferreirinha e a Sandeman foram distinguidas, nos EUA, no âmbito do ‘2019 International Award of Excellence in Sustainable Winegrowing’, […]