Costa agradece aos agricultores esforço para que nada faltasse durante emergência

O primeiro-ministro defendeu hoje que a recuperação da economia “passa necessariamente por robustecer o setor agrícola nacional” e agradeceu aos agricultores o trabalho em prol da alimentação dos portugueses durante o estado de emergência.

António Costa falava, por videoconferência, numa conferência da CAP (Confederação dos Agricultores de Portugal) de apresentação da estratégia “Ambição Agro 2020-30”.

Após lembrar o desígnio do Governo de “preparar o futuro”, o líder do executivo agradeceu aos agricultores portugueses o esforço que fizeram durante o período de estado de emergência devido à pandemia da covid-19.

“Se não nos faltou nada na nossa alimentação, nem mesmo durante o Estado de Emergência, foi porque houve quem vencesse os inúmeros desafios diários e arregaçasse as mangas. Por isso quero agradecer aos agricultores portugueses a sua capacidade de garantirem que nada faltasse na mesa dos portugueses”, afirmou.

Costa foi buscar as “três grandes premissas” da estratégia da CAP – Sustentabilidade, Inovação e Exportações – para as cruzar com a estratégia do executivo.

“No que se refere à Sustentabilidade, sabemos todos que as alterações climáticas são uma realidade. O nosso país é especialmente afetado por inúmeras mutações do clima que, há uns anos, eram impensáveis. A subsistência da agricultura depende da de conseguirmos combater as alterações climáticas e estas dependem de uma agricultura ambientalmente responsável e sustentada. Só assim, de braços dados, poderemos olhar para um futuro próspero”, acentuou.

Quanto à segunda e terceira premissas, o primeiro-ministro declarou que “foi graças à inovação na Agricultura que Portugal reduziu em 400M€ o seu défice alimentar”.

“Foi essa inovação que permitiu que ao longo da última década as exportações portuguesas do setor agroalimentar tenham crescido, em média, 5% ao ano. Em 2019 as exportações do setor agroalimentar representavam 11% da totalidade de exportações de bens no nosso país que exportava para 185 mercados. Só nos últimos 5 anos abrimos mais de 50”, assinalou.

E, para o chefe do executivo, isso só foi possível “colocando a inovação no centro do processo produtivo, acabando com outro velho mito de que a agricultura é uma atividade do passado”.

“Muito pelo contrário: a agricultura é uma daquelas atividades que terá sempre futuro, caminhando lado-a-lado com as necessidades do ser humano. E por isso é tão importante a aposta na inovação”, acentuou.

António Costa lembrou ainda a Agenda de Inovação para a Agricultura 2030 apresentada em 11 de setembro pelo Governo, recordando que “um elemento-chave” passa por “reforçar e valorizar a rede de inovação da agricultura, transformando-a numa rede integrada e coesa, em diálogo com as universidades e com os empresários”.

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