Conservação da Natureza e Gestão Cinegética no Parque Natural do Tejo Internacional

Conservação da Natureza e Gestão Cinegética no Parque Natural do Tejo Internacional

Nos dias 26 e 27 de junho, decorreram duas ações de divulgação e envolvimento da população no projeto Compatibilizar a Gestão Cinegética com a Conservação da Natureza: uma sessão de esclarecimento e recrutamento de parceiros do Sistema de Alimentação de Aves Necrófagas do Tejo Internacional (SAANTI) e uma ação de formação sobre Monitorização de populações de Veado, ambas em Castelo Branco.

Com este projeto, que está a ser implementado pela Quercus- Associação Nacional de Conservação da Natureza e que surge da concretização do Plano de Valorização do PNTI 2018-2022, pretende-se implementar um sistema de alimentação das aves necrófagas recolhendo animais mortos em exploração, no território do PNTI, e conhecer os efetivos das populações de veado no PNTI.

A sessão de esclarecimento e recrutamento de parceiros decorreu no dia 26 de junho, com o apoio da Associação de Produtores Agro-pecuários OVIBEIRA. Estiveram presentes cerca de 20 produtores pecuários, sendo que 12 explorações foram já recrutadas para integrar o SAANTI.

A ação de formação decorreu no dia 27 de junho nas instalações da Associação Empresarial da Beira Baixa, e contou com a colaboração do Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro. Contou com a presença de 25 participantes, de diversas entidades quer das áreas da conservação da natureza quer da gestão cinegética que em conjunto têm vindo a definir uma estratégia de intervenção da área do PNTI desde janeiro de 2018.

No 1 de julho tiveram início os censos de veado que decorrerão com a colaboração das entidades cinegéticas presentes nesta Área Protegida e dos parceiros do Projeto Piloto, em particular do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas e do Município de Idanha-a-Nova. Com esta ação pretende-se estimar o número aproximado de efetivos presente no PNTI de forma a melhorar a sua gestão.

O Projeto Piloto para a Gestão Colaborativa do Parque Natural do Tejo Internacional foi formalizado ao abrigo do Protocolo de Colaboração, que foi assinado em 18 de abril de 2017, pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), os Municípios de Castelo Branco, Idanha-a-Nova e Vila Velha de Ródão, o Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB), a Associação Empresarial da Beira Baixa (AEBB) e a Quercus – Associação Nacional para a Conservação da Natureza.

O artigo foi publicado originalmente em Voz do Campo.

Comente este artigo
Anterior Turismo do Algarve quer elevar laranja a cartão de visita da região
Próximo A2S coloca mais de 1,2 milhões a concurso para apoiar pequenos projetos de investimento na região saloia

Artigos relacionados

Sugeridas

Incêndios. Observatório diz que resultado de 2018 “está longe de ser uma segurança”

O Observatório Técnico Independente criado pelo parlamento para acompanhar os incêndios florestais considera positivo o resultado obtido em 2018, mas “está longe de constituir uma segurança para os anos seguintes”, […]

Últimas

Undécima semana consecutiva de subidas en los precios de los lechones

Los precios de los lechones volvieron a subir en Lérida durante esta semana (+1,50), hasta alcanzar los 38,50 euros la unidad. Con esta son once las semanas consecutivas de alzas. Pese a esta tendencia, las cotizaciones están casi un 35 por […]

Nacional

Carne de Charolês chega ao mercado

Carne de Charolês e Carne de Charolês Premium são as novas marcas registadas pela Charolês Portugal, uma recém-criada associação de produtores. […]