Como serão os sistemas alimentares do futuro?

Como serão os sistemas alimentares do futuro?

É preciso “trabalhar em conjunto para criar uma sociedade mais saudável e sustentável”. Esta é a principal conclusão da 4ª edição da Conferência Portugal Saudável, uma iniciativa da Missão Continente que na passada semana juntou personalidades da academia, da política, da saúde, do retalho e da comunicação para debater sistemas de alimentação sustentáveis, capazes de conciliar saúde, ambiente e economia.

Corinna Hawkes, Diretora do Centre for Food Policy da Universidade de Londres, destacou a possibilidade de co-benefícios para todos os atores envolvidos nos sistemas alimentares. No entender da académica britânica, estas metas podem ser atingidas não só através da colaboração entre governos e setores, bem como mediante a adoção de uma moldura legislativa incentivadora.

Ao apresentar os resultados do relatório encomendado pelo Conselho da União Europeia, Corinna Hawkes mencionou a importância da contratação pública, da Política Agrícola Comum, de sistemas de distribuição de frutas e legumes nas escolas, em redes de distribuição de pequena dimensão e no desenvolvimento de capacidades dos vários intervenientes do sistema alimentar.

Já Ruth Osborne, fundadora da consultora Retired Hen e mentora do restaurante desperdício zero ReTaste, em Estocolmo, explicou como é que contraria a tendência da restauração para o desperdício alimentar, ao criar ementas com excedentes alimentares recolhidos de supermercados.

O encerramento da conferência esteve a cargo do Secretário de Estado da Defesa do Consumidor. João Torres defendeu que “a promoção da alimentação saudável contribui para um crescimento económico mais inteligente, mais sustentável e mais inclusivo”, sendo que esse crescimento pode ser estimulado “através da disponibilização de ferramentas digitais aos agricultores, da utilização de métodos e processos que visem a sustentabilidade ambiental, a preservação da biodiversidade e a redução do desperdício, alavancando o potencial da economia circular e da bioeconomia.”

O artigo foi publicado originalmente em Vida Rural.

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