CDS-PP diz que Governo está cada vez mais dependente do PAN

CDS-PP diz que Governo está cada vez mais dependente do PAN

O presidente do CDS-PP afirmou hoje que o partido é a favor da agricultura, pescas e caça, mas alertou que estas atividades estão sob ataque do Governo, que “depende cada vez mais do PAN” e dos “falsos ecologismos”.

“Somos, naturalmente, pelas tradições, pelo mundo rural, pela atividade rural, pela agricultura, pelas pescas, pela caça”, afirmou Francisco Rodrigues dos Santos, considerando que “estão sob ataque por parte deste Governo que depende cada vez mais do PAN, do animalismo, dos falsos ecologismos” que “olham para o ser humano como alguém que está a mais no planeta Terra, no ambiente, e que não pode relacionar-se com o mesmo e tirar também daí os seus dividendos e os seus proveitos com equilíbrio e com sustentabilidade”.

O líder do CDS-PP falava aos jornalistas na Cooperativa Agropecuária do Sudoeste Beirão, em Ansião, no distrito de Leiria, para assinalar “a importância que o setor primário, agrícola e o mundo rural” têm para a economia portuguesa.

“Sabemos que a agricultura sofreu um aumento das exportações durante este período pandémico e mostrou uma elevada resiliência e espírito de sacrifício”, declarou.

Francisco Rodrigues dos Santos quer do Governo, liderado pelo socialista António Costa, “uma estratégia integrada para a floresta e também para o ordenamento do território, de modo a que não imprima preconceitos sobre as pessoas que vivem do mundo rural” e “decida baseado com conhecimento do terreno e não de tecnocratas urbanos que estão sentados em Lisboa e não sabem a diferença entre uma rola e um pombo”.

“Quando se procura ter uma gestão integrada e planificada entende-se que deve haver uma racionalidade na forma como são geridos os recursos naturais”, continuou Francisco Rodrigues dos Santos, sustentando como “manifestamente prejudicial para a viabilidade económica do setor da agricultura e do mundo rural” que se “procure colocar a ideologia à frente da ciência, que se encare os produtores florestais e rurais como terroristas”, quando são os “verdadeiros gestores da biosfera, e, através da burocracia e da regulamentação, afastem os investidores e a iniciativa privada” deste tipo de negócio.

Para Francisco Rodrigues dos Santos, “nota-se, de facto, um grande preconceito sobre a iniciativa privada, sobre quem vive do mundo rural e daquilo que a terra lhes dá” e “há um desvio dos fundos para a máquina do Estado, para a dependência do emprego publico e para criar ainda mais burocracia e engordar o aparelho do Estado”.

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