CCDR de Lisboa e Vale do Tejo preocupada com diminuição da população “superior a 10%”

CCDR de Lisboa e Vale do Tejo preocupada com diminuição da população “superior a 10%”

O presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT) disse esta segunda-feira que o principal desafio da região é demográfico, revelando que a tendência de diminuição da população “é superior a 10%”.

“Uma das principais componentes da competitividade entre municípios vai ser a atratividade dos jovens”, declarou João Pereira Teixeira no âmbito da reunião extraordinária do Conselho Regional de Lisboa e Vale do Tejo sobre o Portugal 2030, que decorreu em Lisboa, com a presença do ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques.

Neste âmbito, João Pereira Teixeira destacou a importância de Lisboa e Vale do Tejo para o panorama nacional, indicando que a região tem 3,6 milhões de habitantes, o que corresponde a “35,5% da população do país”, é responsável por 34% das exportações do país, tem 49% das empresas de média e alta tecnologia existentes a nível nacional, tem 41% dos trabalhadores do país, tem 36% do volume de negócio das empresas agrícolas e 35% do volume de negócio da indústria, e tem 41% dos alunos inscritos no ensino nacional superior.

“Se a região de Lisboa e Vale do Tejo está bem, Portugal está bem. Se a região de Lisboa e Vale do Tejo não está bem, Portugal não estará tão bem”, afirmou o representante da CCDR-LVT.

Se a região de Lisboa e Vale do Tejo está bem, Portugal está bem. Se a região de Lisboa e Vale do Tejo não está bem, Portugal não estará tão bem.

João Pereira Teixeira

Presidente da CCDR-LVT

Como principais problemas da região, indicou os riscos e alterações climáticas, a ineficiência energética, a desadequação da oferta dos transportes públicos, nomeadamente a problemática da bilhética intermodal, as assimetrias territoriais no acesso e no uso das novas tecnologias, as falhas no acesso à habitação, o despovoamento, envelhecimento e abandono do território, as bolsas de pobreza e exclusão social, o défice de uma cultura valorizadora do território e a insuficiente cultura de cooperação e trabalho em rede.

Em termos de desafios, o responsável da CCDR-LVT apontou a demografia da região, referindo que “a população é tendencialmente reduzida”, apesar de existirem estudos que indicam que, entre os “dez municípios que vão ter grande aumento da população, oito são da região de Lisboa e Vale do Tejo e não são todos da Área Metropolitana de Lisboa”. “As alterações demográficas vão ser bastante diferenciadas, embora haja uma grande tendência de diminuição, essa tendência de diminuição é superior a 10%”, revelou.

Além da grande diminuição da população, a região enfrenta um grande envelhecimento da população, pelo que “um dos principais desafios vai ser a política da terceira idade ou a política da idade mais”. Neste sentido, João Pereira Teixeira considerou que “um programa importante para o 2030 é haver um programa temático dedicado à idade mais ou dedicado aos seniores, advogando que “o peso da demografia é tão grande que é quase uma exigência”.

Outro dos desafios para a região é o desenvolvimento tecnológico e do conhecimento, assim como a divulgação do mesmo. “Quanto maior é o desenvolvimento tecnológico, maior pode ser o atraso das regiões e dos países que não acompanham o desenvolvimento tecnológico”, advogou o presidente da CCDR-LVT.

João Pereira Teixeira disse ainda que o futuro da região passa por ser resiliente e inteligente, com economia circular e atrativa, referindo que é necessário apostar no âmbito da governança e da democracia participativa, reforçar o mundo rural, a agricultura e as florestas, investir na economia circular e na inclusão social.

Para o presidente do Conselho Regional de Lisboa e Vale do Tejo, Pedro Ribeiro, esta “é uma região com muitas regiões”, pelo que é necessário acautelar as “realidades diferentes”, nomeadamente territórios com excesso de população e territórios com falta de população. Pedro Ribeiro destacou o desafio da governança, reforçando que Lisboa e Vale do Tejo “é uma região a várias velocidades”.

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