Boas práticas a ter em conta na poda da vinha

Boas práticas a ter em conta na poda da vinha

A Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes alerta que esta é a altura ideal para serem tomadas medidas preventivas com o objetivo de erradicar focos de infeção e limitar a progressão das doenças do lenho.

Assim, e de acordo com o Artigo publicado na edição nº 10 do Boas Vinhas, a poda implica, naturalmente, fazer cortes na videira. Estes cortes, sobretudo os de maior dimensão, apresentam dificuldade em cicatrizar e são uma porta de entrada para os fungos que atacam o lenho da videira. Estes, perante condições climáticas favoráveis ao seu desenvolvimento, vão provocar a debilidade das cepas e mesmo a sua morte.

A publicação reforça que são doenças do complexo do lenho da videira, como o Pé Negro, a Esca, a Eutipiose, a Black Dead Arm ou a Doença de Pierce, que estão em franca progressão em todo o mundo vitícola. Para esta realidade, contribuem vários fatores, mas o artigo quer destacar o que está relacionado com a falta de cuidado com a prática da poda.

No sentido de reduzir ou mesmo eliminar os prejuízos provocados com estas doenças, enumera um conjunto de boas práticas a levar a efeito quando se realiza a poda da vinha.

Boas práticas:

  • Utilizar tesouras e serrotes bem afiados de modo a produzir cortes limpos que facilitem a cicatrização;
  • Sempre que possível não podar a vinha se estiver a chover;
  • Evitar efctuar cortes de grande dimensão. Sempre que tal seja necessário, aplicar imediatamente um betume ou pasta isolante, ou mesmo efetuar uma pulverização com produto contra fungos do lenho (já há alguns no mercado) sobre esses cortes;
  • Se houver cepas infetadas com doenças do lenho, devem ser podadas em primeiro lugar, com a queima imediata da lenha de poda. Só depois efetuar a poda das restantes cepas;
  • Não amontoar ou armazenar ao vento e à chuva perto da parcela de vinha restos de cepas mortas contaminadas;
  • Escolher as varas de poda e talões mais próximo do eixo do cordão da videira e praticar os cortes tendo em conta que não venham a criar zonas de tecido morto que prejudiquem o normal fluxo de seiva para alimentação destas unidades;
  • Iniciar a poda pelas parcelas com menor risco de geadas, deixando para o final (março) as parcelas mais suscetíveis às mesmas.

Consultar o artigo original aqui.

O artigo foi publicado originalmente em Voz do Campo.

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