Barragens cada vez mais à mingua no Alentejo

Barragens cada vez mais à mingua no Alentejo

[Fonte: Diário do Sul]

O volume de água das barragens continua a baixar de forma preocupante no Alentejo na sequência da seca que atravessa a região, tendo elevado para o estado de “seca severa” algumas zonas do território entre os três distritos alentejanos, segundo resumem os dados que constam no boletim climatológico do IPMA- Instituto Português do Mar e da Atmosfera.

No final de agosto voltou a registar-se uma descida no volume armazenado nas bacias hidrográficas alentejanas, como mostram os dados do boletim de armazenamento nas albufeiras, publicados pelo SNIRH- Sistema Nacional de Informação de Recursos Hídricos.

A bacia do Sado traduz a realidade mais preocupante na região, fixando uma média de armazenamento de 32.9% quando a média de anos anteriores por esta altura é de 45.2, enquanto o Guadiana está na média dos 64.6% de armazenamento, traduzindo um valor bem abaixo do normal para época, fixado nos 76.7. Já a bacia do Mira não vai além dos 49.6, quando a média anual anda nos 73.

Analisando as reservas de água a título individual verificamos que na bacia do Sado existem aos dias de hoje nove albufeiras com menos de metade da sua capacidade de armazenamento, sendo a barragem do Monte da Rocha o caso mais grave, registando uma reserva de água de apenas 9.3%, enquanto Campilhas se fixa noutros preocupantes 8.7%, Fonte Serne (29.7%), Monte Gato (43.5%), Monte Migueis (44.6%), Odivelas (34.8%), Pego do Altar (17.9%), Roxo (22.2%) e Vale do Gaio (25%). Na bacia do Sado apenas Alvito escapa à crise, com 76.9% de armazenamento.

Quanto ao Guadiana, os dias de crise pela falta de chuva atingem o Abrilongo (12.7%), Beliche (37.2%), Caia (17.1%), Lucefecit (8.1%), Monte Novo (35.3%), Odeleite (44.6%) e Vigia (10.5%). Nas restantes barragens da região, pela bacia do Guadiana, Alqueva está a 68.8 e Enxoé a 53.4, segundo os dados publicados pelo Sistema Nacional de Informação de Recursos Hídrico. Quanto à bacia do Mira, Corte Brique está nos 44.7% e Santa Clara nos 49.7%.

De acordo com índice meteorológico de seca disponível no ‘site’ do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, no final de agosto havia zona do Alentejo que se enquadrava entre a categoria de seca severa e seca extrema.

Além do índice de seca, o resumo do Boletim Climatológico do IPMA, indica que na primeira quinzena do mês de agosto em Portugal continental os valores da temperatura do ar foram, em regra, inferiores ao valor médio, tendo os valores da temperatura mínima, no período de 11 a 14, e da máxima, de 07 a 11, estiveram muito abaixo do normal, acrescenta o documento.

Na segunda quinzena de agosto, registaram-se valores superiores ao valor médio, ainda que com acentuadas variações diárias, segundo o IPMA. Nos períodos de 15 a 17, 20 a 24 e 29 a 31 foram registados valores de temperatura do ar, em especial da máxima, acima do normal, nos restantes dias estiveram abaixo do normal.

“A descida de temperatura verificada nos dias 18/19 e 25/26 contribuiu para que no mês de agosto de 2019, não se tenham verificado períodos prolongados (superiores a cinco dias) de tempo excecionalmente quente, como se registou nos três anos anteriores”, diz ainda o IPMA, sublinhando que em grande parte do Alentejo não foi registada precipitação.

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