As Fake News que não ardem e prosperam

As Fake News que não ardem e prosperam

Confesso, antes de iniciar este texto, que nunca fui um grande utilizador de redes sociais. Faço vários scrolls diários, curtos, e utilizo-as, essencialmente, pelos sistemas de mensagens. Foi sobretudo aqui, no SAPO24, na gestão de redes sociais e moderação de comentários, que comecei, verdadeiramente, a inteirar-me das discussões que se prolongam pelos murais dos Facebook e Twitter desta vida.

Nas últimas 24 horas, a greve dos motoristas foi progressivamente deixada para trás para dar lugar a dois grandes temas: os incêndios na floresta da Amazónia e o despacho do governo sobre identidade de género nas escolas.

O primeiro ganhou grande exposição pelas imagens aéreas – e espaciais –  e teve um impacto ainda maior quando o presidente brasileiro Jair Bolsonaro disse que os maiores suspeitos dos grandes incêndios que devastam o pulmão do mundo são as Organizações Não Governamentais.

O segundo tema é baseado na lei que veio estabelecer o direito à autodeterminação da identidade e expressão de género, e o direito à proteção das características sexuais de cada pessoa.

O termo Fake News já não faz apenas a referência a uma notícia falsa, é antes um conceito mais próximo da desinformação — que pode ter origem tanto num órgão de comunicação social, como num leitor (seja porque se ficou pela leitura de um título, seja porque não procurou confirmar a informação lida neste ou naquele feed).

E porque acredito na importância do contexto – sendo que até os mais informados conseguem ser rasteirados – ficam aqui dois artigos para entender melhor ambos os temas: a Amazónia aqui e o despacho do governo sobre identidade de género nas escolas aqui.

Para além destas duas propostas de leitura, deixo quatro sugestões bem fresquinhas (que na verdade também me acabaram de ser sugeridas, mas que vêm de pessoas com muito valor):

– Para ler: “O macaco bêbedo foi à ópera“, de Afonso Cruz. Um ensaio literário que coloca o álcool na origem da evolução humana justifica a nossa insaciabilidade milenar.

– Para ler: esta entrevista a Maria Teresa Horta publicada no DN.

– Para ver: “Uma Fábrica Americana“, a história de uma empresa chinesa que reabre, em Ohio, no espaço de uma antiga fábrica americana. Este é documentário sobre um choque entre culturas.

– Para ouvir: o álbum “Live From The Union Chapel“, de Damien Rice, uma ótima companhia para o serão.

Continue a ler este artigo no SAPO 24.

Comente este artigo
Anterior Avisos Agrícolas 22/08/2019: Vinha, Kiwi, Mirtilo, Macieira, Pereira, Nogueira, Oliveira, Citrinos, Batateira e Tomateiro
Próximo Angola quer aprender com o Chade a melhorar produção agrícola em áreas desérticas

Artigos relacionados

Últimas

Processo de certificação da Manteiga dos Açores DOP avança para a fase de consulta pública

“Vamos já colocar em discussão pública o processo de certificação da Manteiga dos Açores DOP. Esperamos que ainda este ano o processo dê […]

Nacional

GNR apanha ladrões de 600 kg de alfarroba em Albufeira

São vários os produtos agrícolas apetecíveis a quem gosta de “apanhar” aquilo que não é seu. Desta vez o alvo foi a alfarroba. Quase 600 quilos, com […]

Nacional

Rio diz que Costa estava de férias quando morreram “mais de 60 pessoas”, primeiro-ministro nega

Novo capítulo na polémica sobre as férias de Rui Rio e de António Costa, a propósito de declarações do líder do PSD, […]