Arquitetura verde da PAC deve ter em conta restantes objetivos

Arquitetura verde da PAC deve ter em conta restantes objetivos

De acordo com um comunicado do Ministério da Agricultura divulgado hoje, a ministra defendeu no Conselho de Agricultura e Pescas (que reúne os governantes setoriais dos países da União Europeia) que a arquitetura verde deve ter em conta o equilíbrio com outros objetivos da PAC, “defendendo uma percentagem mínima comum para os novos regimes ecológicos”.

“Portugal vê os regimes ecológicos em complementaridade com as medidas ambientais e climáticas do desenvolvimento rural, e defende a existência de uma flexibilidade tanto a nível de programação, como da própria gestão destes novos regimes de apoio anual”, disse a governante.

No primeiro Conselho de Ministros realizado presencialmente depois do início da pandemia de covid-19, de acordo com o Ministério da Agricultura foram debatidas a reforma da PAC, “com o foco na arquitetura verde, a Estratégia do ‘Prado ao Prato’ e a situação do mercado nos setores agrícolas decorrente da crise provocada pela pandemia de covid-19″.

Relativamente à Política Agrícola Comum, a governante portuguesa afirmou ser “incontestável que a PAC tem vindo a reforçar, ao longo dos anos, a integração de objetivos ambientais, o abastecimento alimentar e o rendimento dos agricultores”.

De acordo com a tutela, na reunião foi também sublinhada a “necessidade de equilíbrio entre os três eixos da sustentabilidade — económico, ambiental e social -, sendo crucial que o orçamento que venha a ser dedicado a esta política comum seja adequado, para que a PAC possa responder aos múltiplos desafios e objetivos da Estratégia do ‘Prado ao Prato’.”

Sobre a evolução do mercado pós-covid-19, segundo o ministério, Portugal “considera essencial uma monitorização sobre a evolução dos setores de atividade que não se limite a uma análise de preços, especialmente naqueles que apresentam maiores dificuldades, como sejam os setores dos ovinos e caprinos, da pecuária extensiva, das flores e, de um modo geral, a pequena agricultura”.

Antes do Conselho, as ministras da Agricultura de Portugal, Alemanha (Julia Klöckner) e Eslovénia (Aleksandra Pivec) fizeram uma declaração conjunta para “assegurar a viabilidade a longo prazo da agricultura na Europa”.

De acordo com a ministra portuguesa Maria do Céu Albuquerque, citada em comunicado do ministério, o encontro de hoje entre o país que atualmente tem a presidência rotativa da União Europeia (Alemanha) e os dois que se seguem (Portugal e Eslovénia) “simboliza a partilha de um projeto comum para uma agricultura que se quer mais resiliente e também capaz de fazer frente aos desafios que se colocarão no futuro”.

O artigo foi publicado originalmente em Notícias ao Minuto.

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