Álvaro Beijinha exige do Governo medidas para minimizar impacto da Seca nos Agricultores

Álvaro Beijinha exige do Governo medidas para minimizar impacto da Seca nos Agricultores

[Fonte: Rádio M24] O presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém exigiu do Governo a adoção de medidas que permitam minimizar o impacto da seca nos agricultores do concelho de Santiago do Cacém e da região do litoral alentejano.

O autarca falava durante a inauguração da 32.ª edição da Santiagro, que arrancou ontem no Parque de Feiras e Exposições de Santiago do Cacém, numa cerimónia que contou com a presença do Ministro da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, Capoulas Santos.

Álvaro Beijinha, lembrou o contexto “bastante difícil para os agricultores do concelho” fruto do período de seca que o país atravessa e apelou ao Ministro da Agricultura para a necessidade de adotar medidas que possam mitigar os efeitos da seca que afeta a região.

“Segundo a Associação de Regantes e Beneficiários de Campilhas e Alto Sado este ano deixarão de ser cultivados 3.750 hectares de regadio, entre arroz, milho, tomate e outras culturas o que significa que este ano a situação está bastante mais grave em relação a anos anteriores, por isso é importante que o Governo adote rapidamente medidas que apoie e ajude os nossos agricultores para fazer face a esta seca severa e às consequências nefastas que ela acarreta”, apelou.

No entender do autarca, “é essencial iniciar-se um processo de avaliação e acompanhamento para apoiar estas explorações  agrícolas por forma a minimizar a desativação de sistemas e estruturas agrícolas bem como a perda dos efetivos pecuários e das culturas”.

“É igualmente determinante que se avance rapidamente e sem mais atrasos para as obras de ligação de Alqueva à barragem do Monte da Rocha e a ligação do canal de Morgavel à barragem de Fonte Serne e para que esta obra seja viável a ligação à captação do Sado, em Ermidas- Sado”, acrescentou.

Durante a inauguração do certame, que decorre no Parque de Feiras e Exposições de Santiago do Cacém até ao próximo domingo, o autarca referiu-se à Santiagro como “o evento com maior impacto na economia local”, sendo um “veículo essencial na promoção dos territórios” e alcançando “uma progressiva relevância do ponto de vista turístico”.

“Não temos quaisquer duvidas que devemos continuar a assentar a nossa estratégia na valorização da Santiagro e em eventos que contribuam para a atração de pessoas ao nosso concelho. Assumimos que a Santiagro para além da sua matriz agropecuária e equestre deve ser um espaço de diversão e de lazer para quem nos visita, daí a nossa opção clara em apostar em espetáculos para os mais novos e espaços pensados para as famílias”, adiantou Álvaro Beijinha.

A aposta na melhoria das condições do recinto, “com a construção de novas instalações sanitárias, num investimento de 150 mil euros”, tem como objetivo tornar “a Santiagro num espaço onde as famílias se sentem bem”, acrescentou.

Projetos como o da empresa Valouro, “o maior núcleo agropecuário da península ibérica e um dos maiores da Europa que, em cerca de 20 anos, já investiu 125 milhões de euros”, o Lagar de Azeite da Inoliva “que tem uma capacidade de produção de 1 milhão e 900 mil quilos por dia”, sendo “um dos maiores do país e a nível mundial”, a AIM CIALA “que é líder de mercado de inseminação artificial de suínos e que representa mais de 50% da quota do mercado nacional”,ou  a Alensado “uma das cooperativas de produção de tomate com maiores índices de produtividade”, dão “pujança à nossa economia” e fazem com que o concelho de Santiago do Cacém “assuma um papel de destaque a nível nacional neste setor”, defendeu o autarca que espera receber 40 mil visitantes durante os quatro dias do evento.

Helga Nobre

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