Agricultores e Cooperativas sofrem grandes prejuízos com a passagem do furação Leslie e aguardam apoios ajustados à gravidade da situação

Agricultores e Cooperativas sofrem grandes prejuízos com a passagem do furação Leslie e aguardam apoios ajustados à gravidade da situação

O grave fenómeno meteorológico que se abateu sobre parte do território nacional no passado sábado, causou enormes prejuízos aos agricultores e às suas organizações, sobretudo na região Centro do país. À CONFAGRI têm chegado diversas solicitações de apoio e relatos de destruição de culturas anuais, culturas permanentes, como vinhas e pomares e infraestruturas agrícolas, bem como instalações de cooperativas agrícolas.

A destruição das culturas anuais, principalmente a do milho, é muito grave pois implica enormes prejuízos para os produtores que, depois de todos os custos com a instalação e manutenção da cultura, ficam praticamente sem qualquer rendimento.

As cooperativas, com as suas estruturas para a secagem e comercialização do milho e, com todos os custos fixos associados a essas atividades, não terão a receita esperada daquelas actividades.

Assinala-se também a situação difícil dos produtores de leite que instalaram a cultura do milho com o objetivo de obterem forragens para os seus animais, que uma vez que perdida a cultura, ficaram sem forragem para alimentar os animais.

A CONFAGRI considera que face à situação dramática e excecional em que se encontram os produtores e as suas organizações, se devem operacionalizar soluções também excecionais para minimizar os prejuízos destes. Deverão ser tidos em conta todos os agricultores, mas particularmente os produtores de milho (silagem e grão), e as suas organizações, que deverão ser apoiados sem exceção.

Finalmente, solicitamos que o prazo para preenchimento dos formulários para registo e inventariação de danos da tempestade Leslie seja suficiente, de modo a permitir que todos os agricultores os possam preencher. Refira-se que há diversos concelhos nesta região em que as organizações de agricultores têm as suas instalações destruídas e não têm acesso à energia elétrica e à internet para poderem formalizar o registo e inventariação dos seus danos.

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