Agricultores e campos de golfe abertos a usar águas residuais tratadas

Agricultores e campos de golfe abertos a usar águas residuais tratadas

[Fonte: TSF] Presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal alerta para problemas

A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) não vê qualquer problema em usar águas residuais tratadas, como sugeriu esta quarta-feira o ministro do Ambiente devido à seca, para a rega. Em declarações à TSF, Eduardo Oliveira e Sousa, presidente da confederação, destaca ainda que essa “não é a solução” para o problema da seca.

“É impossível pensar que a agricultura do futuro no nosso país possa ser abastecida maioritariamente com água proveniente desses tratamentos”, atirou.

O presidente da CAP explica que “não há volume [de água] suficiente” para essa solução, ao qual se juntam os “custos associados” à utilização dessa água. Assim Eduardo Oliveira e Sousa explica que esse recurso pode ser utilizado “em regime de proximidade da origem” e em “regime de culturas ou atividades que tenham um valor acrescentado elevado”.

Exemplos deste último regime são a “rega dos campos de golfe” e “alguma agricultura mais intensiva, como estufas”.

Campos de golfe têm evoluído

Depois da reunião interministerial desta quarta-feira, sobre a seca, tanto o ministério do Ambiente como o da Agricultura pediram maior eficiência no consumo de água nas autarquias, na agricultura e no turismo algarvio, em concreto nos campos de golfe.

No que diz respeito a estes últimos, o secretário-geral da Federação Portuguesa de Golfe, Miguel Franco Sousa, explica que em perto de 40 campos de golfe, apenas dois ou três são regados com água tratar por uma ETAR e garante que já foram tomadas medidas para reduzir o consumo de água.

“O consumo de água dos campos de golfe do Algarve ronda os 2% do consumo total de água na região”, explica o secretário-geral, que classifica o consumo de “muitíssimo baixo” em relação ao total.

Um campo de golfe consome cerca de 400 mil metros cúbicos de água por ano, ainda assim “menos 30% do que há 15 anos”.

Entre as medidas tomadas para melhorar o consumo dos campos está “a escolha de um tipo de relva mais adequado à região”, que exigem menos água, a diminuição da área relvada e a crescente eficiência dos sistemas de rega utilizados.

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