A Associação Distrital dos Agricultores de Castelo Branco (ADACB) criticou hoje o Governo por estar a falhar na entrega dos apoios prometidos.
O presidente da associação, Aníbal Cabral, disse hoje à agência Lusa que, “com uma resposta tardia, o Governo deixa os agricultores à sua sorte”.
O responsável admitiu “uma profunda preocupação com as graves dificuldades enfrentadas pelos agricultores da região, que têm sido vítimas de uma sucessão de fatores adversos que comprometem seriamente a viabilidade económica de muitas explorações”.
Aníbal Cabral referia-se aos incêndios florestais, às intempéries e à guerra, problemas que se traduzem “num aumento brutal do custo dos fatores de produção, nomeadamente o gasóleo agrícola e os fertilizantes”.
A ADACB apelou a “uma atuação urgente e eficaz, que permita que os apoios cheguem de facto a quem precisa”.
Defendeu igualmente que sejam “priorizados investimentos no arranjo e manutenção dos caminhos rurais e florestais, essenciais para a circulação e a atividade no terreno”.
Esta estrutura propôs ao Governo que avance com “um controle efetivo do mercado energético, com particular atenção para o gasóleo agrícola”, uma vez que “a regulação dos preços é crucial para evitar que os custos de produção continuem a subir de forma descontrolada”.
“É fundamental que o Governo atue de forma firme e constante na fiscalização e combate à especulação nos preços dos combustíveis, rações, fertilizantes e outros fatores de produção”, acrescentou o dirigente.
Alertou também que “as grandes superfícies comerciais, em vez de apoiarem os produtores nacionais, continuam a importar alimentos de origem animal e vegetal, agravando as dificuldades de escoamento dos produtos agrícolas a preços compensatórios e prejudicando a economia nacional e a sustentabilidade do setor agrícola português”.
Aníbal Cabral afirmou que “este comportamento revela uma clara falta de solidariedade destes agentes para com os agricultores que enfrentam dificuldades sem precedentes”.
A ADACB associou-se à Confederação Nacional da Agricultura (CNA) na reivindicação pela criação de um programa de compras conjuntas de fertilizantes, rações e outros produtos necessários para a produção agrícola.
“Esta iniciativa visa reduzir os custos de aquisição, garantir preços mais acessíveis e dar aos agricultores as condições para manterem a sua atividade produtiva de forma sustentável”, esclareceu a associação, afirmando que “a manutenção da produção agrícola e florestal é imprescindível para garantir o abastecimento de alimentos à população, garantir a soberania alimentar e preservar o território”.















































