“Açores podem ter papel relevante” no combate às alterações climáticas

“Açores podem ter papel relevante” no combate às alterações climáticas

O Representante da República para a Região Autónoma dos Açores, Pedro Catarino, considerou recentemente que a região pode ter um papel relevante na resposta aos desafios das alterações climáticas.

Os Açores, no meio do Atlântico e com as suas características arquipelágicas, apresentam vulnerabilidades particulares, mas poderão ao mesmo tempo ter um papel especialmente relevante na resposta aos desafios que as alterações climáticas colocam”, adiantou.

Segundo Pedro Catarino, os Açores devem ser olhados como um “ecossistema particular, especialmente sensível e rico”, mas também como “um modelo para o país e para o mundo”.

“Os Açores devem estar na vanguarda da luta em defesa do ambiente, na investigação científica sobre os oceanos e os fundos marinhos, na descarbonização total da região”, afirmou, alegando que a próxima presidência portuguesa da União Europeia “deve ser olhada como uma janela de oportunidade para ser dada maior proeminência aos Açores relativamente aos assuntos do Mar e do Ambiente”.

O Representante da República considerou mesmo que a região pode ambicionar acolher “uma das cimeiras dos Oceanos ou do Clima” dentro de cinco ou seis anos.

Pedro Catarino defendeu que o arquipélago pode ser “um oásis em matéria de poluição e de valorização da natureza” e “afirmar-se como um destino turístico de eleição, marcado pela sustentabilidade“, mas para tal disse ser fundamental que “as medidas governativas com impacto no ambiente sejam publicamente escrutinadas”.

Antigas práticas agrícolas e industriais terão de ser revisitadas, no sentido de reduzir ao máximo os seus impactos. Além disso, é fundamental fazer um esforço de adoção das novas formas de energia e das novas tecnologias amigas do ambiente. Pense-se, por exemplo, que o principal problema que os veículos elétricos ainda colocam aos consumidores – o da autonomia das suas baterias – não se coloca nos Açores”, apontou, apelando ainda às escolas para que encorajem a comunidade escolar a “abrir-se a novas iniciativas”.

Fonte: Lusa

O artigo foi publicado originalmente em Voz do Campo.

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