Açores lançam vídeos que apelam à valorização e consumo das produções locais

Açores lançam vídeos que apelam à valorização e consumo das produções locais

“O primeiro vídeo a ser exibido pretende apelar ao consumo de produtos lácteos açorianos e seus derivados, contribuindo assim para combater campanhas de desincentivo ao consumo de leite, queijo e outros produtos lácteos”, afirma o secretário regional da Agricultura e Florestas, João Ponte, citado numa nota enviada hoje pelo executivo.

Além dos lacticínios, João Ponte explicou que “haverá um vídeo que pretende despertar a consciência dos agricultores para o uso racional da água nas explorações agrícolas, contribuindo para uma agricultura cada vez mais sustentável nos Açores, acrescentando que a agricultura biológica é outra das temáticas em destaque.

Numa região onde se produzem mais de quatro dezenas de vinhos certificados, de qualidade reconhecida a nível nacional e internacional, e que tem a Paisagem da Vinha do Pico classificada como Património Mundial pela UNESCO, o setor vitivinícola está contemplado com um vídeo específico, onde é feito o apelo ao consumo daquilo que é “autêntico e genuinamente” açoriano, produzido a partir de castas tradicionais como o ‘Verdelho’, o ‘Arinto dos Açores’ e o ‘Terrantez do Pico’.

O secretário regional destacou ainda um vídeo sobre a criptoméria, uma espécie emblemática da floresta dos Açores que produz madeira com grande potencial de exportação, com excelente durabilidade, leve, fácil de trabalhar e com cada vez mais aplicações, que vão desde a construção civil, a peças de mobiliário, pranchas de surf ou diversos tipos de embalagens.

A nota explica que será ainda exibido um vídeo relativo ao Chá dos Açores e aos seus benefícios para a saúde, enquanto o último desta série de vídeos é dedicado ao ananás.

João Ponte salientou que se tratam de vídeos formativos e informativos “de fácil compreensão”, que “relacionam muito a natureza e a qualidade de vida”, apelando “ao contributo que cada um pode dar” para preservar “a identidade açoriana”.

“Ao valorizarmos e consumirmos aquilo que produzimos, estamos a contribuir para o desenvolvimento da nossa agricultura, para a diminuição das importações alimentares, para a criação de riqueza e para o fomento de uma cultura de orgulho naquilo que é genuinamente nosso”, frisa o secretário regional da Agricultura e Florestas na mesma nota.

O artigo foi publicado originalmente em Açoriano Oriental.

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