Abate de bovinos nos Açores cresceu 4,1% nos primeiros sete meses do ano

Abate de bovinos nos Açores cresceu 4,1% nos primeiros sete meses do ano

O abate de bovinos nos Açores registou um crescimento de 4,1% nos primeiros sete meses do ano em comparação com o período homólogo, avançou esta sexta feira o Governo Regional.

“O total de bovinos aprovados para abate nos matadouros dos Açores registou, até julho, um crescimento de 4,1%, enquanto, no caso concreto da ilha do Faial, o aumento foi de 8,1%”, adiantou o secretário regional da Agricultura e Florestas, João Ponte, citado numa nota do Gabinete de Apoio à Comunicação Social do executivo açoriano.

O governante falava na ilha do Faial, à margem de uma visita a uma exploração de produção de carne de bovino, com cerca de 130 cabeças de gado.

Além do aumento dos abates de bovinos, João Ponte destacou o crescimento de 11% na expedição de carcaças para fora dos Açores, frisando que a expedição de carne representa 60% do total de abates efetuados.

Nos últimos dois anos, o abate de bovinos no arquipélago cresceu 17% e a expedição de carcaças 33%, o que para o secretário regional da Agricultura demonstra o dinamismo do setor e representa um aumento do rendimento dos produtores.

João Ponte considerou ainda que o acordo de comércio livre entre a União Europeia e o Mercado Comum do Sul (Mercosul), firmado no final de junho, constitui um desafio e uma oportunidade para os produtores de carne nos Açores.

“Desafio, desde logo, pela aposta contínua que tem de ser feita ao nível da qualidade e da diferenciação da carne açoriana, através do incremento do modo de produção biológica, da Identificação Geográfica Protegida e do reforço da valorização da marca Açores”, salientou.

Quanto às alterações ao POSEI (Programa de Opções Específicas para o Afastamento e a Insularidade nas Regiões Ultraperiféricas) para 2020, já remetidas à Comissão Europeia, o titular da pasta da Agricultura disse que foram feitos ligeiros ajustamentos no prémio ao abate, com redução do valor unitário da ajuda, para responder à necessidade de reduzir as taxas de rateios, uma vez que a dotação do programa até àquele ano se manterá inalterada.

Ainda assim, João Ponte salientou que foi mantida nesta ajuda a exclusão do rateio inicial aos primeiros 10 animais por semestre, o que permitiu que no último ano mais de 80% produtores tenham recebido o valor na totalidade.

O artigo foi publicado originalmente em Açoriano Oriental.

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