A torna-jeira – Nuno Pires

A torna-jeira – Nuno Pires

Sem estes contactos humanos significativos, porque cheios de empenho e encanto, a vida nas nossas aldeias, onde a desertificação é mais acentuada, seria muito mais monótona, árida e vazia de sentido.

A atividade agrícola exige uma atenção constante e um trabalho incessante.

É certo que a azáfama nos tempos atuais, nada tem a ver com o passado, sobretudo quando a agricultura não era mecanizada e quase tudo acontecia decorrente de força humana, ou dos animais, pura e dura.

Trabalhar na agricultura, sem os processos tecnológicos que hoje existem, além de ser pouco rentável, era uma tarefa muito penosa, que exigia esforço e muito sacrifício. A mão-de-obra humana era, pois, determinante. Ainda me lembro do tempo da apanha da azeitona, das batatas, das ceifas…das malhas, em que a entreajuda era essencial para levar por diante realização desses serviços/compromissos. Não obstante a sua dureza, também tinham a sua beleza e o seu encanto, desde o nascer do dia, quando tudo era vivido e sentido, com entusiasmo, convívio, energia e alegria!

Ganhava, pois, nos contextos comunitários rurais, sobretudo pobres e desfavorecidos, uma particular dimensão, a torna-jeira, nomeadamente quando os jornaleiros/jeireiros eram poucos, ou a economia familiar não suportava os custos inerentes à contratação da jorna dos mesmos.

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