O ministro da Agricultura disse hoje que só em 2027 é que “haverá mais de 162 milhões de euros para apoio” aos agricultores para compensar a subida dos custos de produção e recuperar a competitividade face a Espanha.
“Aquilo que eu lhes disse é muito claro. Aumentámos o rendimento do agricultor, por ano, em mais de 200 milhões de euros. Foi em boa hora que o fizemos, com críticas do Partido Socialista e do Chega. Em 2027, mas com aprovação agora [Orçamento do Estado] – e não podemos fazer essa antecipação porque é uma possibilidade que o regulamento europeu nos dá -, haverá mais de 162 milhões de euros, um aumento de 10%, para apoio ao rendimento”, afirmou.
Cerca de 150 dirigentes associativos agroflorestais exigiram hoje ao Governo apoios para compensar o aumento dos custos de produção e recuperar a competitividade face a Espanha, numa concentração junto à Assembleia da República (AR), em Lisboa.
Uma delegação liderada pelo presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) deslocou-se ao parlamento, para exigir ao Governo medidas de compensação ao setor no valor de 140 milhões de euros para criar condições de competitividade para o setor.
Para a confederação liderada por Álvaro Mendonça e Moura, esta é uma “resposta indispensável para compensar o agravamento dos custos de produção e atenuar a competitividade perdida” face ao país vizinho.
José Manuel Fernandes lembrou que este ano o país viveu “um comboio de tempestades” que obrigou “um esforço adicional de 250 milhões de euros no Orçamento do Estado”.
“Também tivemos fundos europeus no valor de 200 milhões. Nem falei das linhas de crédito, com garantias nossas em 2026, este ano, de mais de 430 milhões de euros”, sublinhou José Manuel Fernandes.
O governante referiu que a diferença em relação a Espanha está, nomeadamente e sobretudo, no gasóleo agrícola”.
“Aí também demos um apoio de 10 cêntimos por litro, num total de 25 milhões de euros. Às vezes dizem assim, ah, mas o Governo do Partido Socialista, na altura da Guerra da Ucrânia, deu mais apoios. É falso. Deu os apoios passado um ano e, nós estamos a dá-los de uma forma imediata. Estamos a fazer o máximo”, argumentou.
O ministro da Agricultura disse que o Governo tem “um objetivo que, se não o concretizar, penaliza todos”.
“Procurarmos ter um ‘deficit’ [défice] próximo do zero. E até teremos um ‘superavit’ [excedente]. E se não fizermos isso, então é que as taxas de juros subiam e o facto de termos uma quinta avaliação consecutivamente positiva do ‘rating’ [avaliação] é importante para nós”, especificou.
O governante disse que o Governo “está fazer o máximo” e que percebe que haja agricultores em dificuldade”.
“Infelizmente, os que estão em maiores dificuldades são os que têm menos voz. Aqueles que viram os seus rendimentos triplicados são aqueles que, no fundo, se manifestam mais, mas a minha função é atender a todos. Atender a todos segundo as especificidades [de cada região]. E nunca esquecer dos mais pequenos”, concluiu.















































