A primeira-ministra moçambicana desafiou hoje o Instituto de Investigação Agrária de Moçambique (IIAM) a apostar na investigação científica para modernizar o setor, gerando sistemas de produção mais eficientes e resilientes às mudanças climáticas.
“O Governo está firmemente comprometido com a transformação do setor agrário. Não haverá agricultura moderna sem investigação científica forte, nem haverá desenvolvimento sustentável sem inovação tecnológica”, disse Maria Benvinda Levi.
A governante falava em Maputo, após conferir posse a Emílio Tostão como novo diretor-geral daquele instituto e a Augusto Paulino como novo diretor-geral do Centro de Formação Jurídica e Judiciária (CFJJ).
Ao IIAM, pediu uma investigação agrária mais próxima dos agricultores, capaz de escutar as suas preocupações e responder aos seus desafios, incluindo o aumento da produção, da produtividade, dos rendimentos familiares e da segurança alimentar.
“A investigação agrária deve gerar resultados concretos: tecnologias de culturas, variedades melhoradas e sistemas de produção mais eficientes e resilientes às mudanças climáticas”, afirmou, indicando que compete ao IIAM produzir conhecimento científico, desenvolver tecnologias adaptadas às diferentes realidades agroecológicas e disponibilizar soluções inovadoras para a produção nacional.
“Importa também fortalecer o corpo de investigadores do IIAM. Precisamos de profissionais capazes de propor soluções efetivas, com conhecimento científico, visão prática e profundo respeito pela realidade do país”, acrescentou.
Já ao novo diretor-geral do CFJJ, a primeira-ministra pediu medidas concretas para efetivar a expansão territorial da instituição nas regiões centro e norte de Moçambique, sublinhando que o Governo pretende aproximar a formação dos profissionais da Justiça de todas as regiões do país, reduzindo custos e promovendo maior equilíbrio territorial.
Segundo Levi, outra prioridade “é concluir e implementar a reforma pedagógica e curricular. Os novos currículos devem afirmar a formação de competências, devem reforçar a componente teórico-prática, os estágios, as simulações, os estudos de caso e a resolução de problemas. A avaliação deve medir conhecimentos, competências e atitudes profissionais”.
O Governo pretende igualmente que o centro consolide o sistema de ingresso, através da criação de um centro de recrutamento e seleção que torne o processo mais transparente, previsível e rigoroso.
A primeira-ministra defendeu ainda a conclusão da reforma legal e organizacional em curso na instituição, incluindo a aprovação do quadro-tipo do pessoal, em conformidade com os dispositivos legais vigentes.
O executivo pretende igualmente reforçar a sustentabilidade financeira do CFJJ, avançou Maria Benvinda Levi: “O CFJJ deve diversificar as fontes de financiamento e reforçar parcerias, sem nunca perder a sua natureza pública nem a nobreza da sua missão, que é formar servidores da Justiça ao serviço do Estado moçambicano”.















































