Santarém recebe, nos dias 11 e 12 de fevereiro, o XVI Congresso Nacional do Milho e o II Encontro das Culturas Cerealíferas, um evento de referência para o setor agrícola nacional que irá juntar produtores, técnicos, investigadores e decisores para analisar os temas mais relevantes e atuais das culturas cerealíferas.
A cultura do arroz vai ser amplamente debatida, com a presença de alguns dos principais especialistas ibéricos, promovendo uma análise aprofundada dos desafios técnicos, económicos e políticos que se colocam atualmente aos produtores nacionais.
Entre os oradores confirmados destaca-se Ricardo Araque, Diretor-geral do Grupo Hisparroz, empresa líder na produção de sementes de arroz em Espanha, que irá partilhar a sua experiência e visão sobre a evolução do setor e as perspetivas futuras da cultura.
A iniciativa é organizada pela ANPROMIS – Associação Nacional dos Produtores de Milho e Sorgo, em colaboração com a ANPOC – Associação Nacional de Produtores de Proteaginosas, Oleaginosas e Cereais e a AOP – Associação de Orizicultores de Portugal.
O programa inclui ainda a intervenção, entre outros, de Susana Barradas, Subdiretora do Gabinete de Planeamento, Políticas e Administração Geral, que irá abordar as recentes alterações introduzidas no PEPAC, nomeadamente a possibilidade de autorização de não cultivo de áreas de arroz até ao limite de 30% da área declarada, uma medida, que tem suscitado forte expectativa entre os produtores nacionais, que surge devido à diminuição da disponibilidade de matérias ativas para a cultura e a consequente baixa de produtividade.
Para Carlos Parreira do Amaral, Presidente da Associação de Orizicultores de Portugal, este encontro assume particular relevância num momento de grande incerteza para o setor.
“Estamos perante políticas europeias difíceis de compreender. Os orizicultores não entendem como é que a União Europeia importa arroz oriundo de países sem os mesmos requisitos de produção que nos são exigidos. Esta decisão desmotiva os agricultores que, ao mesmo tempo, sentem perda de rentabilidade técnica e económica”.
E acrescenta “a medida proposta no actual PEPAC que permite o não cultivo de áreas de arroz até ao limite de 30% da área declarada, revela-se, pois, extremamente importante para os produtores nacionais, que deste modo ficam com áreas onde podem combater o banco de infestantes, através de falsas sementeiras, com posterior controlo mecânico dessas infestantes”. “Importa realçar que AOP está também a trabalhar afincadamente a nível europeu para conseguirmos uma certificação para o arroz que produzimos, na tentativa de o valorizar face a outras origens”.
O responsável da AOP destaca ainda a importância da articulação entre organizações do sector cerealífero:
“A realização conjunta deste congresso, numa iniciativa que vai envolver cerca de 900 participantes de todo o país, demonstra a capacidade de união das associações sectoriais em torno de objetivos comuns. Juntos conseguiremos, certamente, responder aos desafios da competitividade, da sustentabilidade e da segurança alimentar numa fileira que se revela determinante não só para a nossa soberania alimentar como também para coesão do nosso território como é a fileira dos cereais.”
O XVI Congresso do Milho e II Encontro das Culturas Cerealíferas afirma-se, assim, como um fórum privilegiado para a partilha de conhecimento, reflexão estratégica e construção de respostas para o futuro das culturas cerealíferas em Portugal.
Mais informações em www.anpromis.pt
Fonte: ANPROMIS
2.º Encontro das Culturas Cerealíferas – 11 e 12 de fevereiro – Santarém















































