Vila Real planta 5.000 árvores e reabilita área afetada pelos incêndios

Vila Real planta 5.000 árvores e reabilita área afetada pelos incêndios

A Câmara de Vila Real vai plantar 5.000 árvores de espécies autóctones e reabilitar cerca de 12 hectares de áreas florestais do concelho que têm sido assoladas por incêndios, anunciou o município.

“O projeto pretende tornar a nossa floresta mais resiliente a um dos fatores que mais negativamente a afeta, que são os incêndios florestais”, afirmou hoje à agência Lusa o vereador da Segurança e Proteção Civil, Carlos Silva.

A plantação de árvores decorre no âmbito do Programa Floresta Comum, a que a Câmara Municipal de Vila Real anualmente se tem candidatado, e representa mais um passo para a concretização do objetivo de plantar um milhão de árvores no concelho.

O vereado disse que já foram plantadas cerca de 250 mil árvores. Em 2021 serão reabilitados cerca de 12 hectares de áreas florestais em baldios, através da plantação de cerca de 5.000 árvores de espécies autóctones.

O município aderiu em 2014 ao programa em desenvolvido pela associação ambientalista Quercus e apoiado pelo Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) e pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD).

O objetivo é “reabilitar os espaços florestais do concelho, dotando-os de maior resiliência aos fatores bióticos e abióticos que anualmente os afetam, particularmente os incêndios florestais, melhorando igualmente os índices de biodiversidade e de produção de serviços de ecossistema”.

As plantações tiveram início no dia 21 de fevereiro e devem prolongar-se até ao fim de semana, contam com o apoio técnico do município de Vila Real e estão a ser concretizadas em conjunto com as entidades gestoras de baldios (conselhos diretivos e juntas de freguesia), o ICNF e as equipas de sapadores florestais do concelho.

A área a intervir situa-se no baldio de Aveção do Cabo, na freguesia da Campeã, integrando as áreas florestais da Serra do Alvão e Marão, na zona norte do concelho.

Estas áreas, segundo a autarquia, “têm sido assoladas por incêndios florestais que têm eliminado o estrato arbóreo, carecendo agora de replantações que permitam a sua reflorestação com espécies autóctones que lhes confiram maior sustentabilidade e contribuam igualmente para a mitigação dos efeitos provocados pela erosão dos solos em territórios florestais de grande sensibilidade ecológica”.

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