Valorizar a floresta no Vale do Lima

Valorizar a floresta no Vale do Lima

Com 26 anos de existência, a Associação Florestal do Lima aposta no desenvolvimento, defesa e produtividade dos espaços florestais.

“Defender, desenvolver e valorizar a floresta do Vale do Lima, numa lógica de sustentabilidade económica, social e ecológica de uma região onde a floresta representa valores multifacetados.” É desta forma que José Gonçalves, presidente da Associação Florestal do Lima (AFL), descreve o objetivo daquela organização florestal nos seus 26 anos de existência.
Apoiada numa rede de parcerias institucionais (sobretudo com as câmaras municipais da zona), a AFL desenvolve atividades na defesa da floresta, promoção do ordenamento e gestão, bem como na valorização económica e social da floresta. Neste sentido, a associação é atualmente gestora de oito ZIF (Zonas de Intervenção Florestal); criou a Régie Lima – Cooperativa Florestal e Social, para venda de madeira; instalou vários pontos de água na região, para ajudar no combate aos fogos florestais; e possui sete equipas de sapadores florestais que prestam serviço público e realizam trabalho de prevenção e limpeza nos municípios e associados.

“Queremos uma floresta com valor para o mercado, remunerando devidamente os seus produtores, trabalhadores e empresas”, sublinha o presidente José Gonçalves.

“Temos bons técnicos e os proprietários confiam em nós porque somos uma associação que baseia o seu trabalho no profissionalismo, dedicação e transparência”, garante José Gonçalves. Atualmente, a AFL tem 40 colaboradores, 35 dos quais sapadores florestais, e mais de 2 500 associados, incluindo proprietários florestais individuais, órgãos gestores de baldios, juntas de freguesia, empresas e outras instituições do setor florestal.

”A certificação dá mais dinheiro ao produtor de madeira”

A estrutura de propriedade profundamente minifundiária e fragmentada representa um desafio diário para os produtores florestais do Vale do Lima. A área média de exploração por associado privado ronda o meio hectare, e a ocupação florestal na zona de influência da AFL é dominada, em áreas muito equivalentes, pelo pinheiro-bravo e eucalipto.

“Queremos uma floresta com valor para o mercado, remunerando devidamente os seus produtores, trabalhadores e empresas”, sublinha José Gonçalves, destacando ainda a necessidade de “uma gestão sustentável dos recursos, com valorização dos serviços dos seus ecossistemas e promovendo o desenvolvimento das comunidades rurais”.

Neste aspeto, a certificação surge como uma prioridade na estratégia da associação. Em 2011 foi constituída a Associação para a Certificação Florestal do Minho Lima, entidade que já conta 423 proprietários aderentes, num total de 10 822 hectares de área florestal, assim como 34 empresas do setor florestal. “A certificação dá mais dinheiro ao produtor de madeira. E é uma exigência atual e futura para a exportação”, sublinha José Gonçalves.

O artigo foi publicado originalmente em Produtores Florestais.

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