Subida do nível do mar

Subida do nível do mar

” A subida do nível do mar é o fenómeno com maior potencial de destruição que se espera este século.”

—  A subida do nível do mar irá trazer custos económicos e sociais catastróficos.

Desde os anos de 1800 que temos medições do nível das águas oceânicas, muitas cidades foram construídas de forma a se adaptarem a uma cota oceânica estável.

No entanto desde os anos de 1900 que temos observado uma subida gradual e cada vez mais rápida do nível das águas.

Esta subida deve-se a dois factores principais, um é a expansão térmica por aquecimento das águas e o outro é o degelo dos glaciares e cobertos de gelo continentais que temos nas grandes montanhas, na antartida e na gronelandia.

O  nível do mar já subiu cerca de 20cm desde 1940, e esperamos uma subida que poderá superar 1m ou até 1.5m até 2100.

Mesmo que o aquecimento global acabasse hoje, com cerca de 1ºC de anomalia face ao século XVIII, o nível do mar iria continuar a subir até atingir um equilíbrio equivalente a cerca de mais 1m em relação a esse século.

“A subida do oceano irá submergir as áreas geográficas mais importantes para o ser humano. “

Evolução do nível do mar em Cascais.

—  Impactos catastróficos

O ser humano sempre preferiu as regiões costeiras, de clima mais ameno que o interior, para se instalar.

Ainda mais vincada é a ocupação de deltas e planícies costeiras, onde a edificação de cidades é mais fácil e onde os terrenos férteis potenciam a agricultura.

Com a subida do nível das aguas, muitas destas regiões serão afectadas. Algumas totalmente destruídas, outras ficarão significativamente fragilizadas e vulneráveis.

A subida do nível do mar  irá sujeitar a faixa costeira a mais inundações e galgamentos durante as marés vivas ou durante tempestades, erosão da linha de costa com destruição de terra arável e avanço das águas salgadas sobre as partes terminais dos rios e os aquíferos.

Em Portugal estes efeitos já se notam, com a recente destruição do Mouchão da Póvoa, na área metropolitana de Lisboa, e a tendência é de agravamento.

Até ao final do século muitas cidades poderão sofrer inundações mais frequentes, até que as partes mais baixas se tornem praticamente inabitáveis.

Da mesma forma, áreas de cultivo como os arrozais do Sado, do Mondego ou a Lezíria ribatejana e áreas em torno à ria de Aveiro poderão ser totalmente destruídas.

Os impactos económicos serão enormes, os impactos sociais levarão a migração e realojamento de  uma fatia significativa da população mundial, num esforço de reconstrução enorme.

O que podemos fazer?
Primeiro há que tentar apostar em energias renováveis, nuclear, hidrogénio, de forma a diminuir o efeito de estufa.
Em segundo lugar, há que planear  a ocupação do território de forma a evitar males maiores.
Por exemplo, proibindo a construção a cotas inferiores a 5-10m de altitude, preparar a relocalização de áreas urbanas, etc

Áreas mais vulneráveis à subida do oceano na região da Área metropolitana de Lisboa.

O artigo foi publicado originalmente em BestWeather.

Veja a previsão do tempo e a melhor altura para pulverizar na nossa página de Meteorologia powered by Syngenta.

Comente este artigo
Anterior Sabe quais as boas práticas na apanha, conservação e consumo de cogumelos silvestres?
Próximo BE quer proibir caça ao coelho-bravo, rola-comum e tordo-ruivo

Artigos relacionados

Sugeridas

Projeto prevê produzir biocombustível avançado com resíduos da poda de árvores

Um projeto de aproveitamento de resíduos das podas de vinhas e árvores de fruto na produção de biocombustível avançado está a ser […]

Nacional

Covid-19: Medidas para setor do vinho com 382 candidaturas aprovadas no valor de 11 ME

As medidas de crise para o setor do vinho, lançadas para minimizar o impacto da pandemia, totalizaram 382 candidaturas aprovadas no valor de 11 milhões de euros, anunciou hoje a Ministra […]

Últimas

COVID-19: As Cooperativas Agrícolas e os Agricultores não podem parar!

As Cooperativas Agrícolas, socialmente preocupadas e comprometidas com a necessidade de conter a evolução do surto do COVID-19, e face à […]