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– 18-10-2006 |
[ Agroportal ] [ Nacional ] |
são Tom�: Carta Agr�cola quer acabar com depend�ncia exclusiva do cacauAveiro, 17 Out Num país em que a base da economia � a agricultura e em que 90 por cento da área � ocupada pela cultura do cacau (o principal produto exportado), a nova Carta de Pol�tica Agr�cola aspira a fazer uma verdadeira reforma agr�ria. A diversifica��o das culturas � uma das traves mestras da proposta do Ministério da Economia, que vai a conselho de ministros e dever� ser aprovada pela Assembleia Nacional até ao final do ano. "são Tom� e Pr�ncipe não pode continuar a depender s� do cacau. � perigoso", afirmou � Lusa o assessor do ministério, Carlos Pascoal. De acordo com a mesma fonte, "a Carta define a diversidade de culturas alimentares e as potencialidades dos diferentes solos, porque o país tem aptid�o agr�cola para culturas t�o diversas como o tradicional cacau até �s flores ornamentais". A pimenta, a canela ou a baunilha são algumas das culturas export�veis que podem vir a ser incrementadas pelo governo, acrescentou, adiantando não fazer sentido "continuar a cultivar o cacau onde o custo de produ��o � muito elevado", explicou. A "zonagem" agr�cola � uma das vertentes do texto que as autoridades são-tomenses esperam que venha a ser "uma esp�cie de B�blia" do desenvolvimento rural. A diversifica��o cultural, além de culturas com voca��o exportadora, aposta Também na produ��o em quantidade e qualidade de especies importantes para o consumo interno. Num cen�rio em que t�m vindo a aumentar cada vez mais as importa��es de bens alimentares, e em que a ajuda internacional reduziu significativamente, a aposta � agora Também no cultivo do milho, do feij�o, da batata doce e da mandioca, aproveitando o potencial hort�cola de zonas como a periferia da capital. Outro pilar da proposta � o da forma��o agr�ria, que motivou a desloca��o a Portugal de uma delega��o de são Tom� e Pr�ncipe, para a assinatura de um protocolo com a Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento Rural de Vagos. Carlos Pascoal, que hoje participou na cerimónia em representa��o da ministra da Economia, Cristina Dias, atribui � falta de forma��o dos agricultores a quebra da produ��o de cacau que preocupa o governo, j� que se trata do principal produto exportado. "As ro�as coloniais foram nacionalizadas ap�s a independ�ncia e estiveram a ser geridas por pessoas que não estavam devidamente preparadas. Com a evolu��o do regime, as terras foram privatizadas e entregues aos anteriores assalariados, mas faltaram medidas de acompanhamento", explicou. O protocolo hoje assinado em Vagos insere-se na estratégia assumida na Carta da Pol�tica Agr�cola de "vulgariza��o" do conhecimento e dom�nio das t�cnicas de gestáo e de cultivo. A novidade que introduz não � a coopera��o com a Escola Profissional de Vagos, que desde h� anos acolhe alunos daquele país e que este ano � frequentada por 17 estudantes daquela origem. �, sobretudo, o envolvimento da escola portuguesa no levantamento das necessidades de forma��o rural em são Tom� e Pr�ncipe. "O espôrito deste protocolo � para que haja mais massifica��o desses conhecimentos e para que mais jovens possam beneficiar dessa forma��o", esclarece o chefe da delega��o de são Tom�. está prevista a desloca��o "para breve" da direc��o da escola portuguesa e foi assumida a possibilidade dos seus professores virem a dar aulas no centro de forma��o agr�rio de M�-Zochi. Trata-se de uma infra-estrutura constru�da em 1989 pela coopera��o italiana, que funcionou de forma regular até 1992, mas que ultimamente tem-se limitado a pequenas ac��es bianuais de "treino", através do Programa de Investimentos públicos (PIP) que o governo pretende relan�ar.
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