Revitalização do Pinhal Interior com mais de 400 projetos e investimento de 146 milhões

Revitalização do Pinhal Interior com mais de 400 projetos e investimento de 146 milhões

As várias medidas do Programa de Revitalização do Pinhal Interior (PRPI) resultaram em mais de 400 projetos e um investimento de 146 milhões de euros, disse esta sexta-feira a secretária de Estado da Valorização do Interior.

Isabel Ferreira destacou como medidas emblemáticas o cadastro simplificado, “que serviu de inspiração para o resto do país”, os benefícios fiscais de apoio à silvicultura, os investimentos na agricultura, no setor turístico e na recuperação dos territórios.

A governante falava aos jornalistas, em Penela, no distrito de Coimbra, antes de presidir a uma reunião sobre o PRPI com os representantes dos 19 municípios da região do Pinhal Interior e da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro.

“Não obstante este programa, que foi muito importante num momento de alta vulnerabilidade, acho que estamos em condição de olhar para este território com um foco ainda maior e ver que projetos, que grandes projetos, verdadeiramente mobilizadores, são atrativos para as pessoas”, salientou.

Segundo a secretária de Estado, a ideia do Governo “é fazer uma reflexão do caminho a seguir, juntamente com os 19 municípios, sempre com um olhar diferenciado e específico para o Pinhal Interior”.

“Por um lado, no sentido de diversificar a sua base económica, tornando-a mais competitiva” e, por outro, “para promover a concentração de massa crítica e atração de recursos humanos altamente qualificados, que são aqueles que melhor conseguem delinear estratégias e planos de ação verdadeiramente capacitantes do território”, sublinhou.

A governante salientou ainda que, durante este ano, o Governo esteve a rever o Programa de Valorização do Interior, “que também tem impacto nestes territórios, nomeadamente com medidas específicas dirigidas ao interior, nomeadamente avisos dedicados para apoio à inovação produtiva, ao empreendedorismo qualificado, à contratação de recursos humanos e à criação de emprego”.

Sem deixar de fora, acrescentou Isabel Ferreira, “um olhar muito particular para as aldeias do Pinhal Interior, com programas muito orientados para a sua recuperação social e económica e sem esquecer a questão da floresta”.

“Temos de olhar para aquilo que pode ser e deve ser a zona do país que se afirma como o local ideal para termos um ‘cluster’ da floresta”, frisou.

A secretária de Estado defendeu que definir uma boa estratégia “é muito importante para depois” se conseguir “um envelope financeiro dedicado ao Pinhal Interior” para ser implementado “o que for delineado”.

Isabel Ferreira anunciou ainda que no Programa de Transformação da Paisagem, da responsabilidade do Ministério do Ambiente e da Ação Climática, já aprovado em Conselho de Ministros, o Pinhal Interior surge como uma das áreas territoriais envolvidas.

“É um programa amplo, com várias medidas, nomeadamente ligadas ao emparcelamento, aos condomínios de aldeia, mas que são muito importantes quando forem implementados no terreno, porque a questão da transformação da paisagem é essencial nestes territórios, em temos maioritariamente florestas e aldeias com vulnerabilidade”, considerou.

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