PSA: Reunião da Comissão de Acompanhamento do Plano de Ação para a Prevenção da Peste Suína Africana

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Em discussão esteve a concretização deste plano em território Nacional, tendo em vista a deteção precoce de eventuais surtos, a redução do risco de propagação (caso venham a ocorrer) e a preparação de planos de continência que possam ser ativados, caso necessário.

Um dos temas mais preocupantes prende-se com a intenção que a Comissão Europeia tem de proibir a distribuição de alimentação suplementar a populações de javalis, situação que teria graves consequências para a Caça em Portugal, mas igualmente para outras atividades relacionadas.

A alimentação distribuída aos javalis reveste-se de grande importância, não apenas para possibilitar a realização de ações de caça com sucesso, em especial no caso das esperas noturnas, contribuindo assim para conter o crescimento exponencial das populações de javalis. Além disso não podemos esquecer que numa zona de caça coexistem várias outras espécies para além dos javalis, pelo que a proibição liminar da distribuição de alimento teria consequências catastróficas, como deixou bem vincado a ANPC.

Para além disso é igualmente uma medida fundamental para reduzir as deslocações dos animais (mantendo um domínio vital mais reduzido), mitigando assim prejuízos em explorações agrícolas, reduzindo o risco de colisões rodoviárias e reduzindo igualmente o risco de propagação de doenças que tenham o javali como vetor.

A ANPC salientou ainda a necessidade de incluir no próximo Quadro Comunitário de Apoio medidas específicas que privilegiem investimentos em medidas de biosegurança nas zonas de caça, explorações que estão no interface Homem-Espécies Selvagens-Ambiente.

Os apoios que existiram no PDR 2020 foram manifestamente insuficientes, desde logo porque estavam englobados numa medida de carácter mais vasto que contemplava sobretudo a gestão dos habitats nas zonas de caça, bem como se tratou de uma medida com uma dotação orçamental irrisória, ao que acresce os apoios estarem igualmente limitados a montantes irrisórios e desajustados dos custos reais inerentes à criação de instalações que garantam condições de biosegurança e processamento preliminar dos animais abatidos em zonas de caça, sem esquecer a necessidade de assegurar a qualidade da carne de caça, tendo em vista a sua valorização.

Finalmente, foi mais uma vez salientada a necessidade imperiosa da Caça como ferramenta de gestão das populações de espécies cinegéticas, aspeto que é sobejamente conhecido pelos agentes do sector e por técnicos e especialistas que trabalham nestas áreas das gestão dos recursos naturais e sanidade animal, mas que não poucas vezes é atacada por partidos e grupos radicais que enfermam de um total desfasamento da realidade e de um total desconhecimento técnico e científico de temas sobre os quais se pronunciam.

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