Num contexto europeu marcado por crescentes desafios geopolíticos, ambientais e económicos, o debate em torno dos cereais praganosos ganha relevância acrescida, enquanto culturas-chave para a diversificação das rotações, melhoria da fertilidade dos solos e reforço da produção nacional de cereais.
Os cereais praganosos estarão em análise nos dias 11 e 12 de fevereiro, no âmbito do 2.º Encontro Nacional das Culturas Cerealíferas, um evento integrado no XVI Congresso Nacional do Milho, em Santarém, organizado pela ANPROMIS – Associação Nacional de Produtores de Milho e Sorgo, em parceria com a AOP – Associação de Agricultores de Oleaginosas e Proteaginosas e a ANPOC – Associação Nacional de Produtores de Proteaginosas, Oleaginosas e Cereais.
“Um dos maiores problemas que enfrentamos é, claramente, político. A agricultura, e em particular as culturas extensivas como os cereais praganosos, não têm sido uma prioridade para os decisores europeus. A volatilidade dos mercados, as regras da PAC (agora em discussão de nova proposta) e as exigências ambientais estão muitas vezes desligadas da realidade do campo e acabam por comprometer a viabilidade e a competitividade da produção”, afirma José Palha, presidente da ANPOC.
O mesmo responsável sublinha ainda que “esta situação acontece num país que já é muito dependente de importações, o que levanta também uma questão séria de segurança alimentar e de coesão do território. Estes temas, ligados às políticas agrícolas, à falta de apoio efetivo à produção e à necessidade da implementação urgente da Estratégia +Cereais, vão estar em cima da mesa neste encontro”.
No debate de dois dias reúnem-se produtores, investigadores e representantes institucionais mostrando a força da fileira dos cereais sendo possível “falar dos problemas de forma aberta e prática”, destaca José Palha.
O encontro “ajuda a alinhar posições e a criar uma mensagem mais forte para quem decide as políticas. Também é um bom espaço para trocar experiências, discutir soluções e perceber como é que podemos produzir mais e melhor em Portugal, com mais organização e mais ligação entre produção e indústria. Isso é essencial se queremos um sector mais forte e menos dependente do exterior”, conclui o presidente da ANPOC.
O 2.º Encontro Nacional das Culturas Cerealíferas reforça, assim, a mensagem de que o futuro dos cereais em Portugal passa por mais conhecimento, mais cooperação e mais valorização política destas culturas, essenciais para uma agricultura resiliente, inovadora e alinhada com os desafios do futuro.
Mais informações em www.anpromis.pt
Fonte: ANPROMIS
2.º Encontro das Culturas Cerealíferas – 11 e 12 de fevereiro – Santarém















































