Precipitação favorece renovação dos prados e pastagens mas biomassa disponível é insuficiente para alimentar animais

Precipitação favorece renovação dos prados e pastagens mas biomassa disponível é insuficiente para alimentar animais

A precipitação ocorrida, aliada às temperaturas ainda relativamente amenas, favoreceram a renovação da vegetação dos prados e pastagens de sequeiro, revela o Instituto Nacional de Estatística (INE), nas suas previsões agrícolas, a 31 de Outubro.

Mas os técnicos do INE salientam que, “contudo, que a biomassa disponível ainda não é suficiente para a alimentação dos efectivos em pastoreio pelo que, ao longo do mês, continuou a efectuar-se a distribuição de fenos, palhas e, pontualmente, rações industriais em quantidades semelhantes ao ano anterior e um pouco acima do normal para a época”.

A disponibilidade dos alimentos conservados é, em geral, superior ao normal, não se prevendo dificuldades em assegurar as necessidades nutricionais dos efectivos nos próximos períodos de maior escassez das pastagens.

Outubro frio e chuvoso

O mês de Outubro caracterizou-se, em termos meteorológicos, como frio e chuvoso. O valor da temperatura média, 15,4ºC, foi inferior à normal em 0,9ºC, tendo sido o segundo Outubro mais frio desde 2000.

Quanto à precipitação, o valor médio de 119,8mm corresponde a 120% do valor normal 1971-2000 (98,2mm). Para a generalidade das regiões do Continente, mas em particular no Centro e Sul, ocorreram valores de precipitação muito elevados nos dias 19 e 20, associados à aproximação e passagem da depressão Barbara.

No final de Outubro, e de acordo com o índice meteorológico de seca PDSI, verificou-se um desagravamento significativo da área e da intensidade da situação de seca meteorológica em todo o território, que apenas se mantém na sua classe mais baixa (seca fraca) em algumas zonas do Baixo Alentejo e Algarve (12,4% do território continental).

O teor de água no solo, em relação à capacidade de água utilizável pelas plantas, registou um aumento generalizado, chegando a valores próximos da capacidade de campo no Minho e Douro Litoral. No entanto, nalgumas zonas do Baixo Alentejo e Algarve ainda se verificavam valores de percentagem de água no solo inferiores a 20%.

O artigo foi publicado originalmente em Agricultura e Mar.

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