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– 16-02-2007 |
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Pesca: Peixe-porco e peixe-aranha podem ser novas iguarias � mesa dos portuguesesLisboa, 15 Fev Carlos Sousa Reis, que hoje participou num semin�rio sobre Pescas e Clima, defendeu que os portugueses v�o ter de se adaptar �s altera��es nos recursos pesqueiros e avisou que � necess�rio modificar a legisla��o sobre pescas que considerou "demasiado restritiva". "Porque não aproveitar o peixe-porco e o peixe-aranha, que aparecem cada vez mais na nossa costa", questionou o investigador da Faculdade de Ci�ncias da Universidade de Lisboa, garantindo que as especies são saborosas e consumidas noutros locais. "Estes peixes abundam na nossa costa, � preciso introduzi-los no mercado", salientou. Rejeitando uma "visão catastrofista" sobre o impacto das altera��es clim�ticas nas pescas, Carlos Sousa Reis argumentou, no entanto, que "se exige grande adapta��o dos agentes econ�micos e das autoridades". A actividade de pesca enfrenta hoje diversas amea�as, como o aumento da popula��o, polui��o, introdu��o de especies ex�ticas, destrui��o de habitats naturais ou sobreexplora��o dos recursos, mas Também está sujeita � influ�ncia dos fen�menos clim�ticos. O especialista, que participou nos projectos SIAM I e II (Cen�rios, Impactos e Medidas de Adapta��o �s Altera��es Clim�ticas em Portugal), apresentou a evolu��o previs�vel de algumas das especies mais importantes em termos econ�micos e de consumo nos próximos 100 anos. A captura da sardinha, por exemplo, vai depender muito da distribui��o geogr�fica: mais favor�vel na costa noroeste e menos no sudoeste e no Algarve. J� no caso do polvo, o aumento da temperatura poder� promover maior abund�ncia. O carapau e a pescada, por outro lado, dever�o ter tendencialmente uma evolu��o negativa, sobretudo nos peixes de menor comprimento. Muito cr�tico em rela��o � pol�tica comunitária de pescas, nomeadamente pela imposi��o de Totais Admiss�veis de Pesca (TAC) e quotas, que "t�m efeitos perversos" e suscitam rejei��es (deitar peixe fora), Carlos Sousa Reis apelou a um maior aproveitamento dos recursos. "A explora��o tem de ser racional. não podemos continuar a insistir nas rejei��es ao mar", frisou o especialistas. Sarda, cavala e verdinho foram alguns dos exemplos de especies desperdi�adas em grande quantidade que apontou, por não terem valor comercial. O cientista considerou ainda que "a legisla��o sobre pescas tem de ser mais flex�vel". "Se continuarmos a defender a pol�tica de um barco, uma licen�a, uma esp�cie, vamos ficar parados. � preciso frotas multi-espec�ficas e multi-artes [de pesca]", afirmou Carlos Sousa Reis. Entre as medidas de adapta��o que poder�o ser adoptadas para enfrentar os desafios que se colocam � gestáo dos recursos pesqueiros incluem-se ainda a aquacultura "offshore" ou a promo��o de medidas activas de protec��o das especies (como, por exemplo, áreas marinhas protegidas rotativas).
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