PCP quer apoios para produtores de bovinos de raças autóctones

PCP quer apoios para produtores de bovinos de raças autóctones

O PCP alerta que a crise provocada pela pandemia “ameaça de ruína” os produtores desta raça, questionando a ministra da Agricultura sobre que medidas pretende tomar para os ajudar.

O PCP perguntou à ministra da Agricultura que medidas pretende tomar para ajudar os produtores de bovinos de raças autóctones, como a arouquesa, que estão a ter dificuldades em escoar os produtos devido à Covid-19.

Baseando-se em informações que recebeu da Associação Nacional de Criadores da Raça Arouquesa (ANCRA), que tem sede em Cinfães, distrito de Viseu, o PCP alerta que a crise provocada pela pandemia “ameaça de ruína” os produtores desta raça. Uma vez que esta situação “é comum a todas as raças autóctones de bovinos do país”, o grupo parlamentar decidiu questionar a governante.

Trata-se maioritariamente de pequenos produtores que apostaram na qualidade da produção, com certificação DOP (Denominação de Origem Protegida) e que, de um momento para outro, ficaram sem forma de escoar a produção”, refere.

O grupo parlamentar explica que, “com a paragem do setor da restauração, com o cancelamento ou adiamento de feiras agrícolas e o encerramento de mercados e feiras municipais, quebraram-se os circuitos preferenciais de comercialização destes produtos” e os produtores ficaram “com a produção nas explorações, sem rendimentos, mas mantendo os custos da exploração”.

“As exportações estão paradas e os compradores nacionais fecharam portas, o que condiciona fortemente o seu escoamento a preços justos à produção, pondo em causa a continuidade da produção e manutenção destas empresas e dos postos de trabalho associados”, sublinha.

O PCP lembra que “estes pequenos e médios produtores agropecuários representam uma valia inestimável para a defesa do interior e do mundo rural, sendo elemento precioso do desenvolvimento e povoamento dos territórios em que se inserem”, e que também contribuem “para a produção nacional alimentar”.

No seu entender, “a incapacidade de escoamento da produção alimentar provocará, no imediato, o desperdício de alimentos que neste momento estão em condições de serem consumidos, custos acrescidos na alimentação de animais e no armazenamento e a incapacidade de prosseguir a produção”.

A nível global, segundo um balanço da AFP, a pandemia de Covid-19 já provocou mais de 170 mil mortos e infetou quase 2,5 milhões de pessoas em 193 países e territórios.

O artigo foi publicado originalmente em Observador.

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