Onda de calor leva Bruxelas a reforçar apoios a agricultores europeus

Onda de calor leva Bruxelas a reforçar apoios a agricultores europeus

A Comissão Europeia anunciou o reforço do apoio aos agricultores europeus por causa da onda de calor na Europa, fornecendo adiantamentos de pagamento mais elevados e ‘aliviando’ regras para facilitar a alimentação dos animais.

“A Comissão Europeia vai apoiar os agricultores europeus que estejam a lidar com as consequências da onda de calor na Europa”, nomeadamente ao nível da seca, afirmou hoje a porta-voz da Comissão Europeia Natasha Bertaud na conferência de imprensa diária do executivo comunitário, em Bruxelas.

Após se terem registado recordes de temperatura máxima nos últimos dias em vários países da União Europeia (UE) como Alemanha, Bélgica, França e Holanda, o executivo comunitário decidiu, assim, que irá disponibilizar aos agricultores europeus “uma percentagem maior pelos adiantamentos em pagamentos diretos e pagamentos relacionados com o desenvolvimento rural”, de até 70% e até 85%, respetivamente.

“Por outro lado, para poderem alimentar os seus animais, [os agricultores europeus] terão permissão para utilizar terrenos que, em tempos normais, não são usados para fins de produção”, precisa Bruxelas em comunicado, numa alusão aos requisitos de não produção em pousio, no âmbito da diversificação de culturas e de áreas de foco ecológico.

Citado pela nota, o comissário europeu para a área da Agricultura, Phil Hogan, aponta que em causa estão, assim, “adiantamentos de pagamento mais elevados, bem como isenções de certos requisitos ambientais para facilitar a produção de alimentos para animais”.

Estes apoios surgem no âmbito da Política Agrícola Comum (PAC) e poderão ser requisitados pelos produtores até meados de outubro.

“Estas condições meteorológicas prolongadas são um motivo de preocupação para os nossos agricultores”, pelo que a Comissão Europeia “mantém contactos próximos com os Estados-membros e avalia a situação no terreno”, adianta Phil Hogan.

E conclui afirmando que Bruxelas vai manter o acompanhamento dos efeitos da seca “a nível mais local”.

Fonte: Sapo.pt

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O artigo foi publicado originalmente em Gazeta Rural.

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